País africano iniciou ambicioso programa de produção industrial de frango para reinserção social da população prisional.
Frango em Moçambique
O Serviço Nacional de Prisões de Moçambique (Snapri) iniciou quarta-feira (08) um ambicioso programa de produção industrial de frango que, de acordo com o vice-ministro da Justiça, deverá ser estendido a outros estabelecimentos prisionais do país.
O lançamento do projeto no município da Matola, que ainda está na sua fase embrionária, foi testemunhado pelo embaixador da Dinamarca em Moçambique, entidade que financia o programa com cerca de 400 mil dólares.
Neste projeto estão envolvidas as empresas Higest e a Mbio, sendo que a primeira deverá comprar, no âmbito de um contrato com o Snapri, toda a produção para a sua posterior colocação no mercado, revertendo os fundos equitativamente para o setor das prisões e para a própria empresa.
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A criação de frangos é apenas uma parte de uma série de atividades visando a preparação da reinserção social da população prisional após o cumprimento da pena, disse em breves declarações à [agência de notícias] Macauhub Alberto Nkutumula, que é igualmente porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique.
A engenheira Adelaide Valentim, uma técnica participante do programa, disse à Macauhub que aulas de formação em matéria de criação de frangos vão ser dada tanto às reclusas como à população que vive nas cercanias da Cadeia Feminina de Ndlavela.
As cadeias moçambicanas comportam uma população prisional de aproximadamente 15 mil pessoas e o Ministério da Justiça estuda neste momento a aplicação de medidas e penas alternativas à prisão visando o seu descongestionamento, dado representarem um encargo anual de 6 milhões de dólares.























