Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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América Latina

Colômbia concorre para ser o terceiro maior produtor de carne suína da América Latina

Embora a produção colombiana represente apenas 10% do volume do Brasil e 30% do do México, no ritmo atual o país poderia ocupar o terceiro lugar na região, superando Argentina e Chile

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Colômbia concorre para ser o terceiro maior produtor de carne suína da América Latina

Apesar das dificuldades de preço e disponibilidade de matérias-primas e da incerteza que a chegada do fenômeno El Niño está gerando na agricultura, a indústria suína colombiana vive um de seus melhores momentos, tanto em produtividade quanto em consumo.

Segundo a Porkcolombia, no ano passado a produção de carne suína atingiu recordes e chegou a 526 mil toneladas, subindo 7,2% em relação às 491.244 toneladas registradas em 2021.

Em relação ao consumo per capita de proteína, em 2022 foi de 13 quilos, quase um a mais em relação a 2021.

“Os resultados da produção de carne suína em 2022 fazem do setor uma das atividades agropecuárias que registra maior crescimento contínuo nos últimos 12 anos, a uma taxa média de 7,4% no lucro e 9% na produção”, explicou Jeffrey Fajardo, presidente executivo da Porkcolombia.

Líder na região

No ano passado cerca de 90% da produção de carne suína da América Latina estava concentrada em cinco países: Brasil (5,2 milhões de toneladas), México (1,7), Argentina (0,72), Chile (0,57) e Colômbia (0,52).

No entanto, embora a produção colombiana represente apenas 10% do volume do Brasil e 30% do volume do México, para manter o atual ritmo de crescimento, no médio prazo, o país pode se classificar como o terceiro país na produção de carne suína, superando a Argentina e o Chile.

De fato, em termos de produtividade, a Colômbia foi o mercado da região que mais cresceu nos últimos cinco anos, com taxa média anual de 7,3%, superando Brasil e Argentina, cuja expansão média foi de 6,2 e 5,5%, respectivamente.

Enquanto isso, os menores registros foram evidenciados no México e no Chile, que giraram em torno de 3%.

Vantagens competitivas

Segundo dados da Porkcolombia, em 2022 foi registrado o abate de 5,5 milhões de cabeças pelas plantas autorizadas, 6,6% a mais que em 2021, representando um acréscimo de 342.020.

“Vale ressaltar que o ritmo de crescimento do ano é superior aos de 2020 e 2021, que foram de 3,7% e 3,8% respectivamente, um bom indicador da recuperação e aumento dos estoques e da capacidade produtiva do setor”, indicou o dirigente sindical.

Por sua vez, para os analistas do Bancolombia, um dos fatores que tem favorecido o crescimento do setor é que os suinocultores têm conseguido repassar o aumento de seus custos de produção nos preço, dado o aumento do preço de outras carnes, o efeito da taxa de variação do valor da carne importada, e a boa dinâmica do consumo desses produtos.

As fragilidades do setor

Mas nem tudo são flores neste setor. A elevada dependência de matérias-primas importadas para a preparação da alimentação animal, as elevadas margens de intermediação para a comercialização da carne, acompanhadas de alguns problemas sanitários e de biossegurança são algumas das fragilidades atuais.

Assim, do ponto de vista das ameaças, a direção técnica da 333 Latin America considerou que as mais importantes são a volatilidade do preço dos insumos; a entrada ilegal de animais vivos e cortes de carne de países vizinhos; o risco de entrada de novas doenças suínas e o aumento do volume de importações de carne suína.

“Também há a relevância do mercado internacional, onde a Colômbia tem o desafio de entrar ativamente no mercado de exportação e reduzir as importações de carne suína, que, embora tenham contribuído para atender a demanda crescente, a longo prazo podem afetar a produção nacional e alcançar uma participação importante no consumo aparente, como aconteceu no México”, observou.

Neste sentido, enfrentar os desafios, não só para a Colômbia, mas também a nível regional, estão relacionados com a implementação de esquemas de associatividade e integração vertical na cadeia.

Por fim, em termos de oportunidades para esta indústria, destacam-se o aumento do consumo interno, o crescimento das exportações de carne suína, a verticalização da cadeia e a associatividade, que reduz custos ao permitir compras massificadas de matéria-prima.

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