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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
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Recuperação da produção de carne suína na Alemanha

Após um período de queda, a produção de carne suína na Alemanha mostra sinais de recuperação. Mesmo com o número de animais abatidos em declínio desde 2016, a situação econômica…
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Recuperação da produção de carne suína na Alemanha

Após um período de queda, a produção de carne suína na Alemanha mostra sinais de recuperação. Mesmo com o número de animais abatidos em declínio desde 2016, a situação econômica mais favorável permitiu aos produtores de suínos recuperar parte dos lucros. A retomada é positiva, mas as tendências de longo prazo apontam para desafios importantes.

Bem-estar animal e novas Iniciativas

Nos últimos anos, a questão do bem-estar animal ganhou relevância na produção suína alemã. A “Iniciativa de Bem-Estar Animal” (ITW), lançada em 2015, envolve a agricultura, indústria de carne e comércio alimentício para promover práticas mais sustentáveis. Em 2023, o governo alemão também introduziu um selo nacional de origem para carne suína, buscando unificar e padronizar os selos relacionados ao bem-estar animal.

A partir de 2025, esse selo será obrigatório para produtos de carne suína fresca, resfriada ou congelada. O novo sistema de rotulagem, que categoriza a produção em cinco níveis, deve oferecer mais clareza para o consumidor na escolha de produtos que atendam aos padrões de bem-estar animal.

Mudanças no mercado e adoção de novos critérios

A partir de 2025, fazendas fora da Alemanha poderão participar da ITW, desde que cumpram critérios como a castração de leitões com anestesia total. Países como Holanda e Dinamarca, que exportam milhões de leitões para a Alemanha, precisarão se adaptar às novas exigências.

As mudanças também impactam o sistema de abates, que já sofre com uma capacidade reduzida. Matadouros na Alemanha, especialmente nas regiões de Renânia do Norte-Vestfália e Baixa Saxônia, enfrentam o fechamento de unidades, uma tendência que se acelerou com a pandemia de COVID-19 e a perda de mercados asiáticos devido à Peste Suína Africana.

Mudança no comportamento do consumidor

Nos últimos 15 anos, o consumo de carne suína na Alemanha tem caído, o que impactou o preço do gado e a redução dos estoques de suínos. Grandes varejistas, como Aldi e Lidl, anunciaram planos para oferecer carne de maior qualidade até 2030, mas os altos custos de adaptação dificultam o alcance dessa meta.

Com o aumento dos custos de produção e discussões sobre a elevação do IVA sobre a carne, os preços ao consumidor podem subir, resultando em uma demanda ainda menor.

Estabilização temporária da população suína

Em 2024, o número de suínos na Alemanha se estabilizou, com uma redução menor no número de fazendas em comparação aos anos anteriores. No entanto, o número total de suínos no país ainda é o menor em 25 anos, e especialistas preveem que a quantidade de criadores continuará diminuindo, o que pode impactar o fornecimento futuro de leitões.

A situação atual sugere uma estabilização econômica para a suinocultura alemã, mas os desafios estruturais e de mercado permanecem significativos.

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