Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Ex-ministra, Tereza Cristina defende assinatura imediata do acordo Mercosul-UE ou busca por novas oportunidades

Peça central nas negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia em 2019, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirma que o momento é decisivo para o pacto…
Ex-ministra, Tereza Cristina defende assinatura imediata do acordo Mercosul-UE ou busca por novas oportunidades

Peça central nas negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia em 2019, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirma que o momento é decisivo para o pacto birregional. Em entrevista exclusiva, a parlamentar defendeu que, caso o acordo não seja firmado agora, a melhor alternativa seria abandoná-lo e buscar oportunidades bilaterais com países dispostos a negociar. Contudo, enfatizou que essas iniciativas devem ocorrer no âmbito do Mercosul, e não de forma isolada.

A senadora argumenta que o cenário global está em transformação, com o enfraquecimento de acordos multilaterais, especialmente após a possível reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Para ela, esse contexto cria uma oportunidade para o Brasil diversificar sua pauta exportadora, ainda muito centrada em commodities, e explorar mercados como os BRICS.

Apesar de considerar o acordo Mercosul-UE relevante, Tereza Cristina aponta limitações, como cotas tímidas para produtos agrícolas. Durante as negociações de 2019, ela conseguiu ampliar a cota para o açúcar, fixada em 180 mil toneladas, mas considera os volumes ainda aquém do necessário. Paralelamente, ressalta que o temor europeu de “inundação” de produtos como vinhos no Mercosul levou à inclusão de prazos de liberação tarifária, como os oito anos previstos para espumantes, queijos e chocolates.

A senadora também demonstra preocupação com a inserção da Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) nos debates. Aprovada em 2021, a norma proíbe a comercialização de produtos como soja, carne e milho oriundos de áreas desmatadas, mesmo que legalmente. Segundo ela, essa imposição, que não fazia parte do acordo inicial, complica as negociações. “Precisamos examinar isso com cautela e estratégia, sem agir por impulso”, afirmou.

Embora a implementação da EUDR tenha sido adiada para 2025, Tereza Cristina vê espaço para o Congresso brasileiro aprovar uma lei de reciprocidade ambiental e econômica como resposta. Relatora do projeto no Senado, ela acredita que a proposta fortalecerá a posição brasileira nas discussões internacionais.

A senadora também criticou a postura da França, principal opositora do acordo. Recentemente, ataques de autoridades e empresas francesas à carne brasileira, como as declarações do CEO do Carrefour, foram vistos por Tereza Cristina como parte de uma estratégia para enfraquecer o pacto. Para ela, a França busca angariar apoio de outros países, mas o Brasil não deve tensionar excessivamente. “Se esticarmos a corda, faremos exatamente o que a França quer. Esse ônus precisa ficar com eles”, concluiu.

A assinatura do acordo Mercosul-UE é, segundo a senadora, uma decisão estratégica para o Brasil, que precisa equilibrar interesses comerciais e demandas ambientais globais, sem comprometer sua competitividade no cenário internacional.

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