A irradiação, como medida fitossanitária, se apresenta como uma alternativa ao processo de fumigação no controle de pragas no trânsito vegetal.
Mapa discute irradiação como medida fitossanitária no controle de pragas quarentenárias
Redação (14/11/2008)- O uso adequado e seguro da irradiação no gerenciamento de risco de pragas, no trânsito internacional de vegetais, será o assunto da reunião técnica sobre diretrizes para o uso dessa técnica como medida fitossanitária, no auditório da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, nesta quinta e sexta-feira (13 e 14). O encontro faz parte da estratégia do Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária (DSV/SDA) de estudar e normatizar novas alternativas de tratamentos fitossanitários para eliminação de pragas quarentenárias.
A irradiação, como medida fitossanitária, é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na Norma Internacional de Medida Fitossanitária (Nimf) nº 18 e se apresenta como uma alternativa ao processo de fumigação no controle de pragas no trânsito vegetal. Nesse processo, é usado o brometo de metila que afeta a camada de ozônio. O Brasil é em dos signatários do Protocolo de Montreal que se comprometeram a eliminar o uso do brometo de metila até 2010. A irradiação já é usada no Brasil em alimentos conforme a Resolução da Diretoria Colegiada, da Anvisa, RDC nº 21 de janeiro de 2001.
Em janeiro de 2007, foi aberta consulta pública pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que os setores envolvidos pudessem contribuir com sugestões e propostas para o uso adequado da irradiação. A reunião técnica em São Paulo vai avaliar as contribuições e esclarecer eventuais dúvidas, que surgiram com a consulta pública. Este será o primeiro ato do Mapa pela oficialização do método da irradiação como medida fitossanitária.
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