Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Grãos

Compradores queimam estoques enquanto retenção de produtores e colheita lenta elevam preço do milho

Avanço do plantio não alivia mercado físico e alta nas cotações internacionais encoraja vendedores a segurarem o grão de segunda safra, aponta Cepea

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Compradores queimam estoques enquanto retenção de produtores e colheita lenta elevam preço do milho

A disputa de braço de ferro entre produtores e indústrias consumidoras de milho ganhou contornos mais definidos no fechamento de julho. O acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o cenário de preços oscilantes e regionais visto na semana passada deu lugar a uma alta nas cotações na maior parte do país, impulsionada pelo atraso relativo da colheita e pela valorização do cereal no mercado internacional.

ESTA SEMANA (27/07) – Retenção do produtor e alta no mercado internacional

O FATO DA SEMANA: Mesmo com a colheita da safrinha avançando, a oferta de milho permanece curta no mercado interno. Produtores fecharam a cartilha de vendas de olho no mercado externo, forçando as indústrias a recorrerem aos estoques próprios.

SEMANA PASSADA (20/07) – Comportamento misto e ritmo inicial de campo

Na semana anterior, o mercado físico do milho operava em tom de compasso de espera e sem uma tendência única de valores:

  • Oscilação regional: Os preços variavam conforme a praça — subindo onde o início dos trabalhos de campo estava lento e cedendo pontualmente onde os primeiros lotes entravam no mercado.

  • Aposta na pressão de safra: Os compradores mantinham uma postura ativa, mas comedida, oferecendo preços firmes apenas para manter estoques confortáveis, crentes de que a oferta aumentaria nas semanas seguintes.

  • Vendedores em espera: Em regiões importantes como o estado de São Paulo, os produtores já demonstravam retração, aguardando o avanço da colheita para fechar volumes mais expressivos.

Comparativo Direto – A Mudança no Ritmo do Mercado

Indicador / FocoSemana Passada (20/07)ESTA SEMANA (27/07) — DESTAQUE
Tendência de PreçosComportamento divergente e pontual entre as praçasAlta generalizada na maior parte das regiões
Postura do ProdutorRetração localizada (ex: SP) aguardando evolução do campoRetração firme estimulada pela alta internacional e paridade de exportação
Postura do CompradorCompras pontuais para manter estoques confortáveisConsumo dos próprios estoques para evitar pagar ágio e aguardar pressão de safra
Status da ColheitaInício lento e primeiros lotes entrando no mercadoTrabalhos avançam, mas ritmo acumulado segue inferior ao de safras anteriores

Resumo do Cenário

Se na semana passada a expectativa de uma colheita volumosa mantinha os compradores tranquilos, a atualização desta semana revela um mercado travado no lado da oferta. Com os trabalhos de campo rodando abaixo da média histórica e a valorização das commodities no exterior, o produtor escolheu segurar o grão. Para não ceder aos preços mais altos, as indústrias optaram por queimar reservas estratégicas, apostando que o gargalo nos armazéns forçará o escoamento do cereal em agosto.

Da Redação, com informações do Cepea

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