Veterinária britânica Louise Blenkhorn defende o uso do refratômetro Brix e de exames de sangue dos leitões para saber se o colostro realmente chega a toda a leitegada
Colostro: como medir a qualidade e a ingestão para garantir leitões mais saudáveis

Os programas de vacinação das matrizes exigem investimento de dinheiro, tempo e mão de obra. Mas será que eles estão melhorando a qualidade do colostro? E, mais importante, esse “ouro líquido” chega de forma consistente a todos os leitões da leitegada? Para a veterinária Louise Blenkhorn, diretora da Emerald Veterinary Health, clínica especializada em suínos em Yorkshire, no Reino Unido, a resposta só aparece quando a granja começa a medir. E os resultados costumam surpreender.
Refratômetro Brix
O refratômetro Brix permite avaliar a qualidade do colostro de forma rápida e simples, sem depender da aparência. Basta colocar algumas gotas no aparelho para obter, em segundos, a porcentagem Brix. Os valores podem ser registrados e comparados entre matrizes, ordens de parto, lotes e períodos. Com isso, a granja consegue verificar se as leitoas diferem das porcas mais velhas e se mudanças na vacinação, na nutrição ou nos programas de exposição controlada afetam o colostro. Leituras acima de 20% indicam boa qualidade, e a partir de 22% o colostro é considerado excelente.
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Ingestão por leitão
Ter colostro de qualidade, porém, não basta. Uma porca pode produzir um colostro excelente e, mesmo assim, ter leitões que não mamam o suficiente. Exames de sangue feitos nos leitões no segundo dia de vida mostram se cada um recebeu a quantidade adequada. O ideal é que cada leitão consuma 250 g de colostro, e 200 g é o mínimo recomendado.
Com leitegadas cada vez maiores, atingir essa meta é mais difícil, porque a produção de colostro de cada porca é limitada. Os leitões menores e os últimos a nascer costumam ficar em desvantagem na disputa pelos tetos. Além disso, a concentração de anticorpos no colostro cai rapidamente após o parto, e a capacidade do leitão de absorvê-los também diminui com o tempo. Por isso, as primeiras horas de vida são decisivas. A equalização das leitegadas, a mamada dividida e o horário das rotinas da maternidade influenciam diretamente essa ingestão.
Suplementos e ajustes de manejo
Os suplementos comerciais de colostro podem ajudar leitões pequenos, fracos ou com frio, dando energia para que consigam mamar. Para a veterinária, porém, eles devem ser vistos como apoio, e não como substitutos do colostro.
Avaliar qualidade e ingestão em conjunto permite identificar onde está o problema. Se a qualidade estiver abaixo do ideal, o foco deve ir para o manejo pré-parto, o momento da vacinação, a nutrição e o parto. Se a ingestão for baixa ou desigual, a atenção se volta para o manejo dos leitões nas primeiras horas. Segundo Blenkhorn, a solução varia de granja para granja.
Da Redação, com informações da Pig World
























