O Procampo, programa do governo do Pará, leva estudantes de universidades públicas para morar duas semanas em casas de pequenos agricultores no interior do estado.
Universitários do Pará vivenciam a realidade de pequenos agricultores
Redação (08/09/2008)- Estudantes de universidades públicas paraenses têm a oportunidade de vivenciar a realidade de camponeses que praticam agricultura familiar por meio do Programa de Vivência Estudantil-Camponesa (Procampo), programa do governo do Pará, inédito no Brasil, que atua nas áreas de educação, saúde, políticas sociais e econômicas e infra-estrutura. As inscrições para a segunda edição, que será realizada durante o segundo semestre de 2008, podem ser feitas até o dia 19/9.
Durante os meses de outubro a dezembro, os 360 estudantes selecionados participarão de um curso de formação sobre a realidade agrícola da Amazônia, com professores universitários e movimentos sociais. Em janeiro, passam a morar com famílias camponesas durante duas semanas, dividindo o cotidiano doméstico e produtivo dos agricultores.
Da experiência resultam a fomentação de projetos de integração para serem desenvolvidos junto às comunidades vivenciadas e artigos que enriquecem a produção científica sobre a questão do campo na Amazônia. Durante o período de participação no programa, os estudantes recebem uma bolsa-auxílio.
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A primeira edição do Procampo foi realizada no primeiro semestre de 2008. Cento e vinte estudantes de diversos cursos das universidades Federal do Pará (UFPA), Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Estadual do Pará (UEPA) vivenciaram a realidade do assentamento de reforma agrária João Batista II, em Castanhal, e das comunidades ribeirinhas de Abaetetuba.
Na segunda edição participam, além de Castanhal e Abaetetuba, os municípios de Moju, Cametá e o distrito de Mosqueiro. Sessenta participantes do primeiro Procampo também continuarão desenvolvendo suas atividades junto às comunidades que vivenciaram.
Para Danilo Fernandes, secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Governo do Pará (Segov), os estudantes são agentes multiplicadores importantes. "O resultado dos trabalhos servirá de fonte de informação para elaboração e ajustamento de políticas para a população rural, já que os universitários estão ouvindo as reais necessidades das comunidades", ressaltou ele.























