Empresa havia lucrado R$ 14,6 milhões um ano antes. Receita líquida e Ebitda cresceram.
Minerva perde R$ 66,7 milhões no trimestre

O Minerva amargou um prejuízo líquido de R$ 66,7 milhões no primeiro trimestre do ano. Em igual período do ano passado, a empresa havia apurado um lucro de R$ 14,6 milhões.
Apesar do resultado mais fraco, a receita líquida da companhia cresceu 7,2%, na comparação anual, para R$ 944 milhões.
O Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 28,1%, para R$ 77,2 milhões.
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A margem Ebitda também subiu, de 6,8% para 8,2%, na comparação entre os primeiros trimestres de 2011 e 2012. Trata-se do melhor resultado para o período desde 2007.
O diretor presidente da companhia, Fernando Galleti Queiroz, minimizou o prejuízo. Ele atribuiu o resultado mais fraco ao impacto da desvalorização do real sobre a dívida e as recentes operações de refinanciamento da companhia. “Descontados esses efeitos, teríamos um lucro próximo de R$ 5 milhões”.
Ele ponderou que o lucro de R$ 14,6 milhões obtido no primeiro trimestre do ano passado deveu-se a um efeito não recorrente de impostos diferidos, no valor de R$ 37,4 milhões, sem o que a empresa teria apurado uma perda de R$ 22,8 milhões.
O Minerva abateu cerca de 396,2 mil cabeças de gado no primeiro trimestre, queda de 3%, e viu seu volume de vendas recuar 8,3%, para 86,5 mil toneladas, sempre na comparação com os três primeiros meses de 2011.
Com isso, a receita obtida no mercado interno despencou 18,3%, para R$ 346 milhões. No entanto, a queda foi mais do que compensada pelo vigor do mercado externo. A receita obtida com as vendas para o exterior somou R$ 659,9 milhões, um crescimento de 28,1%.
Segundo Queiroz, o aumento das exportações reflete a maior competitividade do produto brasileiro em meio ao aumento da oferta de animais para abate e à queda nos preços da matéria-prima — movimento oposto àquele observado nos Estados Unidos e na Austrália, principais concorrentes do Brasil. “O Brasil está ocupando um espaço que está sendo aberto”, afirmou.
O executivo disse ainda que a queda no preço do boi gordo foi o fator que mais contribuiu para a melhora dos indicadores operacionais. “Essa tendência ficará ainda mais evidente a partir dos resultados do segundo trimestre”.
Por fim, o Minerva observou uma redução no seu índice de alavancagem (medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda), de 4,01 vezes para 3,83 vezes.




















