Japão flexibiliza restrições à carne bovina americana e anima JBS.
Decisão do Japão favorece negócios da JBS nos EUA

Em meio ao ajuste de produção feito pela indústria de bovinos dos Estados Unidos para ampliar as margens operacionais, a JBS recebeu outra boa notícia do mercado americano. Tema muito especulados nos últimos dias, o Japão vai mesmo relaxar as restrições para a importação de carne bovina dos EUA a partir de 1º de fevereiro, confirmou ontem ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o diretor financeiro da JBS, Jeremiah O’Callaghan.
Na BMF&Bovespa, os investidores reagiram bem. As ações da JBS fecharam o pregão de ontem cotadas a R$ 7,36, alta de 6,35%, a maior valorização do Ibovespa. A expectativa do mercado é que a decisão eleve as exportações da JBS por meio de sua divisão nos EUA, a JBS USA (que inclui os negócios de frango e suíno), responsável por cerca de 70% das receitas da empresa. O’Callaghan não revelou o retorno esperado pela JBS, mas disse que o impacto será “relevante”.
O Japão permitirá a compra de carne de bovinos abatidos nos EUA até os 30 meses de idade. Hoje, só são aceitos animais de até 20 meses. As restrições atuais estão relacionadas ao caso de “vaca louca” detectado no território americano em 2003 – os animais mais velhos têm mais chances de contrair a doença. Naquele momento, EUA eram os maiores exportadores de carne bovina para o Japão. Com os problemas, os americanos perderam a liderança para a Austrália.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná atinge recorde na produção de frango, suínos, bovinos, leite e ovos com alta de até 8,5% em 2025
- •Foco de Peste Suína no Piauí leva a abate de 17 animais enquanto Nordeste discute erradicação da doença
- •ABCS reforça agenda estratégica em articulação com o IPA e a FPA na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Nova ferramenta digital da Embrapa garante rastreabilidade no uso de dejetos suínos como biofertilizantes
A flexibilização das restrições vinha sendo gestada há algum tempo. Em outubro de 2012, a própria Comissão de Segurança Alimentar do Japão recomendou a mudança. Além da questão sanitária, os elevados custos do milho no país também podem ter pesado na decisão, segundo Maurício Nogueira, sócio-diretor da consultoria Bigma. “Como o preço do milho está alto, os americanos podem levar mais tempo para engordar o animal”, diz. Estima-se que o gado seja abatido nos EUA com uma idade média de 18 meses.





















