Ainda de acordo com a SRI, o Brasil também está próximo de concluir as negociações para a exportação de carne suína à Coréia do Sul, pleito apresentado às autoridades sanitárias coreanas em 2004.
Brasil e Coreia definem proposta sanitária para aves e negociam embarques de suínos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concluiu as tratativas para a nova proposta de Certificado Sanitário Internacional para carne de aves com a Coreia do Sul. O Brasil tem participação expressiva nas importações de carne de frango in natura pelo mercado sul-coreano. Em 2014, o país asiático importou de US$ 249 milhões do produto. Do total, US$ 138 milhões (55,4%) foram comprados da avicultura brasileira.
Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa, a revisão da certificação sanitária ocorreu devido à alteração na legislação sul-coreana. Os técnicos do Mapa tomaram conhecimento da mudança em setembro de 2015. As negociações para a harmonização da nova redação de certificado, esclareceu a SRI, não interromperam o fluxo comercial entre os dois países.
Suínos
Ainda de acordo com a SRI, o Brasil também está próximo de concluir as negociações para a exportação de carne suína à Coréia do Sul, pleito apresentado às autoridades sanitárias coreanas em 2004. À época, o comércio era impossibilitado pela legislação daquele país, que não reconhecia o princípio da regionalização para a febre aftosa e exigia que o país exportador fosse livre desta doença.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura
Somente em agosto de 2008, a Coréia do Sul alterou sua legislação, reconhecendo o princípio da regionalização. Iniciaram-se, então, as análises de risco da importação de carne suína do estado de Santa Catarina.
O processo de análise de risco coreano tem oito fases. Recentemente, o Brasil foi informado de que passou para a sexta etapa, que compreende a elaboração de requisitos pela parte coreana e envio à parte brasileira para comentários. As próximas etapas são consulta pública (7ª etapa) e missão in loco para habilitação de estabelecimentos e acordo de certificação (8ª etapa).
A Coreia do Sul é um dos grandes consumidores mundiais de carne suína in natura. Em 2014, o país importou US$ 1,15 bilhão do produto, principalmente dos Estados Unidos, da Alemanha e da Espanha.























