Brasil vai deixar de abater 40 milhões de frangos por mês devido ao aumento do custo de alimentação e do preço da ave em queda
Produção deve voltar aos patamares de um ano atrás

O abate de frangos no Brasil deve ter redução de 8% nos próximos meses. Isso significa que as indústrias deixarão de abater, mensalmente, 40 milhões de aves. De acordo com a Associação Paulista de Avicultura (APA), a produção de frangos deve voltar aos patamares de um ano atrás, quando eram abatidos 550 milhões de frangos por mês.
O presidente da entidade, Érico Pozzer, destaca os altos custos com alimentação, o preço do frango em queda e a diminuição na demanda interna como os principais fatores para essa previsão. Segundo ele, o quadro que se configurou nos últimos meses, principalmente em relação aos custos de produção, deve inviabilizar a continuidade de produção nos patamares atuais. “Um ano atrás, o avicultor pagava R$ 28 pela saca de milho e, em maio, o preço estava a R$ 55. O farelo também aumentou bastante: em 2015 o preço da tonelada foi cotado a R$ 1 mil, e agora já estamos pagando R$ 1,5 mil”, ressalta.
Pozzer também destaca a grande diferença entre os custos de produção e o preço do frango vivo. “O custo subiu de R$ 2,25 para R$ 3,00 em apenas um ano, o que significa incremento de 30%; já o preço do frango subiu apenas 3%”, afirma.
Leia também no Agrimídia:
- •Influenza aviária: China suspende importações de aves do Chile e reforça controles sanitários
- •Porto de Paranaguá amplia exportações de frango em 15% no 1º trimestre de 2026
- •Defensivos agrícolas devem crescer 8% na safra 2025/26, com avanço de soja e milho
- •Análise: Influenza aviária se torna uma preocupação na europa e já afeta milhões de aves
Crise do milho
O presidente da APA acredita que não haverá nova crise do milho. Apesar da quebra da segunda safra, Érico Pozzer ressalta que os preços do grão devem encontrar um equilíbrio. “Acreditamos que as tradings vão usar o milho para atender o Brasil e o mercado externo com o produto de países como Estados Unidos e Argentina. Nós estamos tranquilos que a quebra não
deverá ser tão grande como está sendo divulgada”, afirma.





















