Inspeção realizada em frigoríficos e não encontrou em aves os dois tipos de salmonellas que podem afetar a saúde pública: a tifimurium e a enteritidis
Análise do Dipoa não detecta salmonella que afeta saúde pública, afirma Mapa

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em análises realizadas em frigoríficos, não encontrou em aves os dois tipos de salmonellas que podem afetar a saúde pública: a tifimurium e a enteritidis, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A informação consta de relatório enviado, nesta sexta-feira (30/06), ao serviço de saúde e segurança alimentar da União Européia, o DG Sante. O relatório do Mapa é uma resposta a inconformidades apontadas pela missão europeia que veio ao Brasil no início de maio.
O relatório informa ainda providências adotadas e o reforço no controle sanitário, para impedir a presença de salmonella nos cortes de frango exportados àquele mercado, explicou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel. Quando técnicos europeus estiveram no Brasil insistiram na necessidade de os frigoríficos melhorarem a fiscalização dos produtos, com reforço nas equipes de fiscais.
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A comunidade europeia é uma das prioridades porque ser cliente antigo, que compra muito e que auxiliou o Brasil a aprimorar a defesa agropecuária com suas exigências. No segundo semestre, o Brasil vai enviar missões veterinárias a diversos países europeus, como Holanda, França, Irlanda, Alemanha e República Tcheca.
Em 2016, países do bloco europeu compraram US$ 1,8 bilhão de carnes do Brasil e, neste ano, até maio, a importação atingiu US$ 648 milhões. As aves são o carro chefe entre os embarques. Nos primeiros cinco meses de 2017, somaram US$ 338 milhões, seguidas dos cortes bovinos, com US$ 221 milhões, perus, com US$ 83 milhões, e, suínos, com US$ 166 mil.




















