Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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COP-24

Grupo com membros do agronegócio pede que Brasil fique no Acordo de Paris

Grupo é formado por mais de 180 membros, com representantes do agronegócio, das organizações de proteção ambiental e da academia.

Grupo com membros do agronegócio pede que Brasil fique no Acordo de Paris

Em meio à discussão das políticas ambientais do país e da nomeação de Ricardo Salles como novo titular da pasta de Meio Ambiente, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura publicou uma nota nesta quinta (13) defendendo a permanência do Brasil no Acordo de Paris. “O país tem muito a ganhar com sua permanência no Acordo de Paris, principal compromisso internacional sobre as mudanças climáticas”, diz o texto.

O grupo é formado por mais de 180 membros, com representantes do agronegócio, das organizações de proteção ambiental e da academia. Segundo a nota, o acordo ambiental firmado em Paris, em 2015, “representa uma agenda de muitas oportunidades” tanto para os que pregam a defesa das áreas protegidas quanto para os empresários do agronegócio.-

“Para os produtores rurais, o compromisso é visto como importante incentivo à criação de mecanismos que possam compensar produtores com excedentes de áreas preservadas em suas terras, como forma de remunerar o serviço ambiental prestado por essas áreas. Para as florestas e a agricultura, o Acordo representa uma indicação clara rumo a uma economia de baixo carbono”, diz a nota.

A publicação do texto acontece durante o penúltimo dia da COP-24 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que está sendo realizada em Katowice, na Polônia. O Brasil, que seria a sede do encontro no próximo ano, retirou sua candidatura por conta de um pedido do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Na conferência deste ano, as recentes declarações de Bolsonaro cogitando a saída do Acordo de Paris foram discutidas. Em discurso proferido no evento, o atual ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, ressaltou os avanços do Brasil nos compromissos assumidos para reduzir o aquecimento global.

O secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima – órgão que também acompanhou a conferência na Polônia, defendeu a permanência do país no tratado e falou sobre a liderança do Brasil nas discussões sobre mudanças climáticas.

“Foi na Rio 92 onde tudo começou. O Brasil foi importantíssimo no protocolo de Kioto, na reunião de Copenhagem e também teve um papel muito importante na articulação do Acordo de Paris”, disse Alfredo Helio Syrkis à RFI.

Numa transmissão em seu Facebook na última quarta-feira (12), o presidente eleito voltou a comentar sobre o Acordo de Paris. “Eu e meu ministro [Ricardo Salles] vamos sugerir mudanças no acordo. Se não mudar, a gente sai fora. Por que o Brasil tem que dar de politicamente correto e permanecer em um acordo que é possivelmente danoso à nossa soberania?”, disse Bolsonaro.

“Entre as exigências do Acordo de Paris se exige que o Brasil faça o reflorestamento de uma área enorme, algumas vezes no tamanho da área do Rio de Janeiro. Não temos como cumprir essa exigência. Se assina, porque é bonito, até porque isso é para ser cumprido em 2030, então quem for o presidente da República em 2030 que se vire”, afirmou o presidente eleito.

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