Preço do milho voltou a subir depois de acumular quedas desde o mês de março
Milho e soja voltam a subir no mercado interno

Após acumular quedas consecutivas desde a primeira quinzena de março até as primeiras semanas de maio, o preço do milho voltou a subir no mercado brasileiro, principalmente em regiões consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina.
De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (20/05) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de recuperação, que vem sendo verificado mesmo diante da perspectiva de disponibilidade elevada na atual safra, está atrelado à retração de produtores, que passaram a ofertar apenas pequenos lotes no spot. No geral, contudo, o ritmo de comercialização está lento, tendo em vista que muitos compradores consultados pelo Cepea adquirem volumes pontuais, ainda na expectativa de boa disponibilidade interna do cereal no segundo semestre.
Entre 10 e 17 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, na região de Campinas (SP), subiu 5,3%, fechando a R$ 34,69/sc de 60 kg na sexta-feira, 17. As altas dos preços nos portos também influenciaram os valores regionais. Muitos vendedores consultados pelo Cepea têm aproveitado para fechar negócios próximos a R$ 37,00/saca de 60 kg para embarque no segundo semestre. Neste caso, a valorização do dólar frente ao Real e as quedas dos preços domésticos nas últimas semanas têm mantido em alta a competitividade internacional do milho brasileiro e, consequentemente, estimulado novos negócios para exportação.
Leia também no Agrimídia:
- •Análise: Influenza aviária se torna uma preocupação na europa e já afeta milhões de aves
- •Polônia registra avanço do H5N1 trazendo impacto na produção avícola do país
- •C.Vale amplia atuação no Paraná com aquisição de unidade da I.Riedi em Guaíra
- •Sustentabilidade na Suinocultura: setor britânico reduz emissões e define agenda ambiental até 2030
Soja
De acordo com pesquisas do Cepea, os preços internos da soja voltaram a subir com certa força, impulsionados pelas altas nos prêmios de exportação do grão e derivados (sinal de maior demanda externa), pela valorização do dólar e pela elevação nos valores externos. Essa reação nos valores da soja atraiu o vendedor e elevou a liquidez, especialmente para exportação – que só não foi mais intensa devido à falta de cota nos portos.
O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu expressivos 6,4% entre 10 e 17 de maio, indo para R$ 78,38/saca de 60 kg na sexta-feira, 17. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou forte alta de 6,5%, a R$ 73,93/sc de 60 kg na sexta.





















