Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Um ano de desafios – por José Zeferino Pedrozo

José Zeferino Pedrozo é presidente da Faesc e do Senar/SC

Um ano de desafios – por José Zeferino Pedrozo

Crise sanitária, crise econômica, crise social. O ano de 2020 ficará na história como um festival de dificuldades que assolou o Brasil e o mundo. Entramos no primeiro bimestre com expectativa de uma retomada lenta, gradual e segura do crescimento econômico, mas fomos abatidos antes da decolagem pelos efeitos nocivos da pandemia que já se instalava em vários países.

A economia não decolou e a crise sanitária se instalou. Inimigo misterioso e traiçoeiro, o novo coronavírus ceifou muitas vidas até que a Medicina descobrisse o melhor protocolo de prevenção e os medicamentos mais adequados para tratamento. A pandemia não recuou, muitas regiões estão em situação de pré-colapso e a esperança geral é a vacina.

Nesse cenário, a agricultura e a agroindústria tiveram um papel essencial na manutenção da paz social. O setor adaptou processos e procedimentos para proteger seus trabalhadores e operar ininterruptamente. Garantiu o fornecimento regular de alimentos em todas as regiões, enquanto o Brasil entrava em lockdown. O extraordinário salto nas exportações de carnes, grãos, frutas e cereais não prejudicou o abastecimento interno. Esse desempenho comprova a competência e o caráter essencial da agricultura brasileira, pois, é notório que o caos se instala rapidamente onde não há abastecimento regular de alimentos.

Para se manterem em atividade, os produtores rurais no campo e as indústrias de processamento de alimentos nas cidades tiveram que vencer resistências – mesmo sendo setores essenciais – e provar que seus processos são confiáveis e que a segurança e a saúde de todas as pessoas envolvidas no processo produtivo estavam garantidas.

A longa e complexa cadeia produtiva da carne em Santa Catarina – em especial, a avicultura e a suinocultura – foi uma das primeiras a se adaptar às novas exigências. Imensos esforços e investimentos foram despendidos nos estabelecimentos rurais e nas plantas frigoríficas, com destaque para milhões de reais gastos na maciça compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros insumos de proteção à saúde.

Os resultados positivos no crescimento do valor bruto da produção e no aumento exponencial das exportações do agronegócio foram obtidos com muito esforço pelos produtores rurais e pelas agroindústrias A seca no sul e no centro-oeste castigou lavoura, prejudicou a produção de grãos e, por consequência, encareceu a produção de leite e de carnes em geral. A seca associada à aquecidíssima exportação de grãos gerou um perigoso quadro de escassez de milho e de soja no mercado interno. Parte pela escassez, parte pela especulação, esses insumos tiveram aumento de 80% e 50% respectivamente. Milho e farelo de soja representam quase 70% dos custos de produção para a avicultura e a suinocultura.

Não há dúvidas que 2021 será outro ano desafiador. A contribuição do agro ao desenvolvimento do País continuará em alta. As projeções da CNA indicam aumento de 3% do PIB do agronegócio (R$ 1,8 trilhões) e de 4,2% no VBP (R$ 941 bilhões), além de queda nos preços dos alimentos aos consumidores e maior demanda do mercado externo. A produção nacional de grãos atingirá 300 milhões toneladas (4,3% de aumento), um novo recorde.

Submetida as muitas variáveis imprevisíveis como clima e mercado, o desempenho da agricultura deverá ser, novamente, surpreendente. O encarecimento e a escassez de milho e soja para transformação em proteína animal será uma preocupação maiúscula da agroindústria. O rigoroso controle sanitário animal e vegetal (uma das nossas características mundialmente reconhecidas) continuará uma prioridade. A agricultura contribuirá novamente para a retomada econômica, mas espera que as reformas tributária e administrativa avancem no Congresso Nacional.

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