De modo geral, a redução das vendas está atrelada ao enfraquecimento da demanda fina
Mesmo com queda nas vendas, cotações dos ovos seguem estáveis

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (08/03) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre o fim de fevereiro e o início de março, as vendas de ovos comerciais estiveram mais lentas. Após consecutivas altas durante o último mês, colaboradores do Cepea passaram a reportar certa dificuldade em fechar novos negócios, o que levou parte dos vendedores a conceder descontos para garantir a comercialização do produto.
De modo geral, a redução das vendas está atrelada ao enfraquecimento da demanda final. Além dos efeitos da pandemia de covid-9 sobre a economia nos últimos meses, com a redução da renda e do poder de compra da população, o retorno das medidas restritivas para contenção do vírus por parte de estados e municípios pressiona as vendas no atacado. Apesar da lentidão dos negócios, a pressão dos custos de produção, o período de Quaresma e a oferta mais enxuta de ovos contribuíram para limitar quedas acentuadas dos valores.
Para o produto vermelho, a desvalorização foi mais intensa, devido aos maiores descontos concedidos. Segundo colaboradores do Cepea, a retração das vendas já vem acarretando sobras de ovos, o que pode pressionar os valores da proteína nesta semana.
Leia também no Agrimídia:
- •BNDES aprova R$ 24,8 Bi para o agro no 1º semestre e atinge recorde histórico
- •Ciência que atravessou gerações: a despedida de Masaio Mizuno Ishizuka
- •Gargalo em Miritituba reacende debate sobre estrutura do Arco Norte na safra 2026
- •Frango vive descompasso: preço doméstico cai enquanto embarques disparam 28%






















