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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,52 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,96 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,02 / cx
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Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.356,88 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,08 / cx
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Nutrição

Um conceito moderno e aplicado em nutrição de aves e suínos

O uso de enzimas na nutrição de aves e suínos é o tema do artigo de Jerônimo A.G. Brito, zootecnista do Departamento Técnico da Uniquímica.

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A busca incessante por redução nos custos de produção e melhorias nos índices zootécnicos pelos gestores de empreendimentos avícolas e suinícolas vem de encontro aos resultados de pesquisa consolidados no que tange ao uso de enzimas na formulação de rações.

A utilização corriqueira de enzimas no Brasil deve-se, principalmente, à eficácia comprovada das fitases ao longo dos anos, enzimas estas que melhoram o aproveitamento do fósforo de origem vegetal (fitato), contribuindo significativamente com a redução nos custos das rações, reduzem a utilização de fosfatos (fontes não-renováveis e de alto custo) e também reduzem a excreção deste elemento no ambiente (potencialmente tóxico em regiões com explorações intensivas) e possibilitam um melhor controle no uso de farinhas de origem animal (alta variabilidade e preços instáveis).

A base da utilização de enzimas na formulação de rações está na otimização do aproveitamento de nutrientes e energia, pela hidrólise de substratos que normalmente não são digeridos ou prejudicam a digestão e absorção dos nutrientes potencialmente aproveitáveis por estes animais. Neste contexto, discute-se a melhoria do aproveitamento da energia e aminoácidos das dietas pela hidrólise dos polissacarídeos não-amídicos solúveis (PNA’s). Estes compostos, mesmo quando presentes em pequenas quantidades relativas (dietas milho-farelo de soja tidas como de baixa viscosidade) aumentam a viscosidade intestinal, adsorvem água e formam géis impedindo a “ação” de enzimas endógenas (trato digestório) e por conseqüência podem afetar negativamente a digestão e aproveitamento de amido, aminoácidos e lipídeos. Alguns destes PNA’s após sua hidrólise, podem ser convertidos para produtos aproveitados pelo organismo (p. ex.: galactosídeos→galactose→glicose), outros deles, perdem a capacidade de aumentar a viscosidade, assim sendo a utilização de enzimas chamadas comumente de PNAses ou carboidrases auxiliam a digestão/absorção e metabolismo por anular de forma direta ou indireta o efeito negativo dos PNA’s.

O uso destes conceitos foi ampliado para outros nutrientes (substratos) que, apesar de terem bom aproveitamento, ainda deixam uma lacuna passível de utilização das enzimas “exógenas”. Entre estes substratos destacam-se o amido e proteínas. Em relação ao amido discute-se que apesar do seu alto aproveitamento em situações específicas o uso de amilases potencializam sua utilização (rações finais com alta concentração de amido, relação amilose/amilopectina, diferentes híbridos e processamento do milho). No que tange às proteínas, apesar da alta digestibilidade relativa dos aminoácidos essenciais (geralmente acima de 90%), a retenção de nitrogênio é tida como baixa (55-70%), dessa forma pesquisas recentes têm demonstrado uso eficiente de proteases em rações à base de milho, farelo de soja e farinhas de origem animal na melhoria do aproveitamento dos aminoácidos.

Ainda permanecem desafios para a pesquisa, principalmente o estabelecimento de estratégias concretas com a utilização conjunta de várias espécies de enzimas, com conceitos teóricos embasados em resultados e explicações fisiológicas factíveis, visto que o melhoramento genético intenso aumenta ano após ano a capacidade e aproveitamento de nutrientes e por conseqüência a eficiência alimentar de aves e suínos, adequações regionais nos níveis nutricionais, visto que, margens de segurança e variabilidade nos ingredientes (composição e matrizes nutricionais) torna às vezes impraticável o uso do conceito de enzimas, possibilidade de recuperação/padronização da atividade (“potência”) de todas enzimas quando presentes nas rações (diluídas), possibilitando ajustes em dose-resposta e auxílio para formação de hipóteses.

Durante anos de pesquisas, há que se ressaltar, a intensa evolução biotecnológica dos laboratórios que produzem/desenvolvem/especificam e melhoram (estabilidade) produtos (enzimas) comerciais.

Por fim, considera-se o uso de enzimas uma ferramenta extremamente importante nos dias atuais, pois os custos com alimentação são responsáveis em média com 70% dos custos de produção e sua otimização implicará necessariamente em redução nos custos por unidade de ganho. Atualmente a preocupação com resíduos excretados para o ambiente é uma realidade e em pouco tempo também irá compor o custo de produção e finalmente, as duas principais culturas agronômicas de interesse na cadeia aves e suínos estarão envolvidas direta ou indiretamente no cenário de produção de energia, ou seja, o custo energético (maior componente) em rações tende a sofrer mudanças e consequentemente a busca por alternativas já é e será ainda mais freqüente. O melhor aproveitamento de nutrientes e principalmente da energia dos ingredientes possibilitará a inclusão das enzimas nas matrizes de formulação com maior facilidade. O conhecimento binômio enzima-substrato e suas relações, aliado a aspectos econômicos serão as formas mais coerentes de utilização deste aditivo em dietas avícolas.

 Zoot. D.Sc. Jerônimo A.G. Brito (P&D – Depto. Técnico – Uniquímica

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