Em reunião realizada nesta terça (10/05), em São Paulo (SP), representantes das entidades sindicais da categoria profissional da Alimentação decidiram suspender a manifestação prevista. Patronal e trabalhadores deverão se reunir no dia 6 de junho, em Curitiba (PR).
BRF decide abrir diálogo com trabalhadores que reclamam de defasagem salarial

Diante da pressão dos trabalhadores, insatisfeitos com os resultados das negociações coletivas de trabalho, a BRF cedeu e abriu reunião da direção da empresa com a categoria. Em reunião realizada nesta terça (10/05), em São Paulo (SP), representantes das entidades sindicais da categoria profissional da Alimentação decidiram suspender a manifestação prevista. Patronal e trabalhadores deverão se reunir no dia 6 de junho, em Curitiba (PR).
“Se a reunião agendada não avançar no sentido da BRF mudar esta politica perversa de não querer aplicar nem a inflação no salário dos trabalhadores, será retomada a mobilização para a realização das manifestações, sem descartar a possibilidade de deflagração de greve”, afirma Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Industrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins).
Números
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O piso salarial médio dos trabalhadores da BRF é de R$ 985,99. Em 2015 (quando o IPCA fechou com alta de 10,67%), a categoria conquistou reajustes com ganho real médio de 0,58%. De acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) a pedido da CNTA Afins, em 2015 a BRF lucrou R$ 3,111 bilhões, resultando em uma alta de quase 40% em relação ao ano anterior. Somente para repor a perda salarial dos últimos 12 meses (medida pelo INPC), os trabalhadores com data-base em maio, por exemplo, deveriam atingir o reajuste de 9,83% atualmente.





















