Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx

Contradições ou erro de cálculo?

Wolmir de Souza, presidente da ACCS, alerta o setor para informações contraditórias sobre o mercado do suíno.

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Redação SI 10/03/2004 – 14h00 – Veja a íntegra do comunicado que o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, divulgou à imprensa:

“Talvez seja ainda um pouco cedo para tecer comentários sobre o mercado suinícola, mas cabe algumas considerações neste momento transitório. Momento em que se vive ainda o passado de notícias e de situações trágicas da suinocultura, para momentos de esperança e de boas perspectivas.

É tempo de reavaliar, é tempo de rever notícias dos jornais, tempo de lembrar de comentários feitos à luz do conhecimento de quem é mestre em mercado.

Quem somos nós, que estamos há apenas 10 meses frente à uma entidade de classe e que não temos os mesmos conhecimentos e nem o mesmo espaço dentro da economia e do mercado mundial? Muitas vezes, as portas que nos levam a estes caminhos são fechadas, cabendo-nos apenas o dever de produzir, obedecendo as regras do mercado. Mercado este, muitas vezes, manipulado pelo poder de quem tem caminhos limpos e portas escancaradas, tornando-nos reféns do nosso conhecimento. É preciso posicionar-nos. Temos que ter nossa opinião, tentar identificar os pontos que estrangulam nossa economia e buscar resolvê-los. Essa é a função de uma entidade.

Seria muito mais cômodo dizer o que os outros pregam e agir da mesma forma. Basta folhear algumas páginas para trás dos jornais que falam da nossa suinocultura e veremos posições e perspectivas trágicas para a atividade suinícola. Posições de quem manipula as informações em busca de reflexo favorável à sua classe e de lideranças não comprometidas com o setor e, que falam a mesma língua, até para não exigirem de si mesmo um propósito mais firme em defesa da nossa classe produtiva.

Alguns pontos precisam ser lembrados e analisados para que tenhamos ao menos um senso critico e não deixar nossos ouvidos tão sensíveis as inverdades. Quando a Rússia estipulou cotas para a carne suína brasileira, prejudicando nossas exportações, fazendo com que o preço pago ao produtor despencasse R$ 0,20, o fez também com o mercado de frango. No entanto, não se fez tamanhos comentários negativos, pois sabemos que a avicultura em nosso Estado é totalmente verticalizada e o comentário a esse respeito não traria maiores reflexos.

Onde estão os mais de dois milhões de cabeças de suínos represadas e as 644 toneladas de carcaças que sobram por dia, segundo informações do O Jornal, de Concórdia (07/02/2004, página 09), repassadas pelo Sindicarnes, que sinalizavam nova queda no preço do suíno?

O que se vê é uma considerável falta de suínos com o mercado paralelo pagando em torno de R$ 2,05 por quilo vivo, mercado esse que abastece parte das nossas próprias agroindústrias, que hora querem exterminar o produtor independente, hora pagam muito mais pelo seu suíno que do próprio integrado.

E a tão falada redução de plantel, que na prática de quem domina a produção não acontece, mas pregam como fator essencial, tão essencial quanto à redução do peso de carcaça em quatro quilos, assinalada como  intenção, frente ao Ministro da Agricultura, mas que na prática obriga o produtor a aumentar em até 15 quilos?

É preciso posicionar-nos: é nosso dever colocarmo-nos lado a lado com o nosso produtor, alertá-lo quanto aos problemas, mas não nos esconder atrás de supostas crises, achando que nada pode ser feito. Esse é o momento em que começa se concretizar o que sempre acreditei e defendi: teremos um bom ano para nossa suinocultura, mas depende de nós”.

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