Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Governo gasta cada vez menos com agricultura, aponta estudo

Nos últimos dez anos, os gastos médios anuais do governo federal com as políticas agrícola e agrária no Brasil caíram pela metade, de R$ 20,9 bilhões em 1985 para R$ 10,7 bilhões em 2005.

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Redação (06/12/06) – Além da drástica redução de gastos, o governo mudou o foco dessas políticas. A prioridade, que antes era a agricultura tradicional, hoje são a organização agrária e a agricultura familiar.

Estes são alguns dos problemas enfrentados pela agricultura comercial brasileira atualmente, apontados pelo estudo ”Repensando as Políticas Agrícola e Agrária do Brasil”, elaborado a pedido da Associação Comercial de São Paulo e apresentado pelo presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Marcos Jank, e pelo professor do Ibmec, Fabio Chaddad. O presidente da Sociedade Rural Brasileira, João de Almeida Sampaio, também participou do debate.

“A política agrícola brasileira está em choque. Precisa ser repensada”, disse Jank durante a apresentação do estudo, que mostra um levantamento completo dos investimentos do governo federal em políticas agrícolas nas duas últimas décadas. Uma das conclusões preocupantes, alerta Jank, é a drástica redução das verbas destinadas para a agricultura no orçamento da União. A participação do setor chegou a atingir 11,9% em 1987, ou R$ 32 bilhões. Mas no ano passado foi de apenas 2% (considerando os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário), de apenas R$ 12 bilhões.

Interesses divididos

Outro ponto que chama a atenção no estudo é a divisão do setor agrícola em dois ministérios distintos: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos patronais e agronegócios, e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), dos agricultores familiares e da reforma agrária. “Vale destacar que o Brasil é o único país do mundo com dois ministérios da agricultura”, diz Jank.

Essa divisão ajuda a explicar a mudança de foco dos gastos públicos com o setor. Segundo mostra o estudo, o governo gasta cada vez mais com políticas dirigidas a grupos específicos (administração, produtores endividados, assentamentos) e corta recursos dos bens públicos fundamentais para a competitividade do conjunto dos agricultores, como pesquisa, defesa sanitária e outros. Aliás, a defesa sanitária teve a maior redução de verbas, em média 12% ao ano nos últimos cinco anos.


 

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