Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
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Suinocultura terá outro ano de instabilidade, prevê Faesc

Ao completar um ano de embargo russo à compra da carne suína catarinense, o cenário mercadológico para a suinocultura estadual continua nebuloso.

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Suinocultura terá outro ano de instabilidade, prevê FaescRedação (13/12/06) – Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira para avaliar os resultados do embargo, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo e seu vice, Enori Barbieri, avaliaram em R$ 500 milhões de reais os prejuízos do setor primário com a perda daquele mercado. A coletiva foi acompanhada pelo diretor de mercado interno da Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs), Jurandi Soares Machado.

Essa avaliação leva em conta vários fatores, entre eles, o fato do parque industrial catarinense ter capacidade para exportar até 500.000 toneladas/ano e, em 2006, ter exportado apenas 170.000 toneladas, ou seja, 1/3 apenas do seu potencial. Além da ociosidade do parque industrial e das vendas não-realizadas, a aferição das perdas considera a redução do preço da carne suína provocada pelo encolhimento do mercado, a perda de material genético por descartes de matrizes, a suspensão de projetos de investimentos na ampliação da base produtiva, o desaquecimento do setor de transportes, a influência negativa do preço do suíno no comportamento do mercado de milho e demais insumos, a redução da área plantada de milho em SC, ameaçando o abastecimento em 2007 e, principalmente, a queda do movimento econômico e conseqüente diminuição do retorno do ICMS aos municípios produtores.

A perda de mercados, contraditoriamente, não determinou a diminuição da produção, como seria natural. A produção brasileira de carne suína subiu de 2,7 milhões de toneladas em 2005 para 2,8 milhões em 2006. Santa Catarina acompanhou esse movimento e a produção estadual passou de 660 mil toneladas para 730 mil toneladas em 2005 e 2006, respectivamente.

As exportações, entretanto, seguiram ritmo contrário. O Brasil exportou 625.000 toneladas de cortes e carcaças em 2005 e apenas 545.000 toneladas em 2006. Santa Catarina vendeu no mercado mundial 282.000 toneladas em 2005 e 170.000 em 2006.

“Pior do que exportar menos é constatar que os outros estados estão tomando nossa fatia no mercado internacional”, assinala Barbieri, mostrando que o Rio Grande do Sul realizou vendas maciças e permanentes para a Rússia, à preços muito mais compensadores.  Enquanto a carne suína catarinense foi vendida ao preço médio de US$ 1.300,00/tonelada a diversos mercados, os russos pagaram em média US$ 2.200,00 por cada tonelada que compraram.

Por que a produção interna continuou crescendo se o desempenho foi ruim para a suinocultura barriga-verde? A explicação, de acordo com o diretor da Abipecs, Jurandi Soares Machado, está no baixo custo dos insumos. Os preços de remuneração do suíno em pé caíram, mas, em compensação, os custos dos insumos para produção também estiveram baixos. Além disso, os criadores e as indústrias esperavam, a cada mês, o anúncio da reabertura do mercado russo que até agora não chegou. A Rússia levantou, nesta semana, as restrições para compra de carne cozida, produtos industrializados e lácteos, mas isso não muda o quadro porque o grosso da exportação nacional é de carne in natura.

INSTABILIDADE & MISTÉRIO

Tanto a Faesc quanto a Abipecs prevêem instabilidade e excesso de produção no mercado da carne suína em 2007. O abate industrial catarinense deve crescer 6% e atingir 9 milhões de cabeças. Somente a conquista ou a perda de novos mercados é que vai determinar se 2007 será bom ou ruim para o setor, pondera Jurandi Machado.

O presidente da Faesc vê um divisor de águas no horizonte: dia 25 de maio de 2007, em Paris, reúne-se a assembléia geral da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para decidir se reconhece Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação. Se a decisão for positiva, uma nova era surgirá e o estado poderá ingressar em importantes mercados, como o Japão, União Européia, México, Coréia, entre outros. Nesse aspecto, Pedrozo elogiou o papel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “O Ministério está defendendo nossa reivindicação junto à OIE e isso será essencial na conquista do status de área livre sem vacinação”.

Um mistério permanece: por que os russos boicotaram a compra da carne de Santa Catarina, o estado da federação brasileira com melhor situação sanitária e a suinocultura industrial mais avançada do mundo? Uma lição fica: é preciso esquecer os russos e procurar novos parceiros.

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