A escassez de gado bovino leva também frigoríficos do Rio Grande do Sul a suspender os abates de animais ou reduzir a produção.
Frigorífico gaúcho já demite por falta de boi
Redação (06/08/07) – A ociosidade chega a 80% da capacidade instalada no Estado. Pelo menos quatro estabelecimentos estão parados e outros 25 estão operando em patamares mínimos de produção, enquanto o número de demissões no setor já beira 1 mil, diz o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carne do Estado (Sicadergs), Zilmar Moussalle.
"É uma crise sem precedentes", afirma o executivo. Segundo ele, em meados de julho o preço da carcaça no Rio Grande do Sul chegou a R$ 74 a arroba, ante R$ 58 no Brasil Central. Com as temperaturas mais amenas das duas últimas semanas, os pastos melhoraram e a oferta de animais aumentou um pouco, mas a cotação ainda está na faixa de R$ 69. "O pouco boi que tem está magro ou caro", diz Moussalle.
O Rio Grande do Sul tem capacidade para abater 3,5 milhões de cabeças de gado bovino por ano, considerando-se apenas os abates oficiais, mas no primeiro semestre o número ficou em torno de 750 mil, 15% a menos do que em igual período de 2006, calcula o diretor.
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Conforme Moussalle, a falta de matéria-prima no Estado deve-se à baixa taxa de natalidade provocada por sucessivas estiagens nos últimos três anos e também pela acentuada venda de matrizes para abate. "Os produtores estavam descapitalizados", diz. O quadro foi agravado pelo aumento de 100% nas exportações no ano passado, para 243 mil toneladas, e agora pelo inverno rigoroso que prejudicou as pastagens.





















