Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,97 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 199,06 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 171,38 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Câmbio dilapida renda do produtor rural

O aumento de custos e o câmbio desfavorável, pautado pela desvalorização do dólar em relação ao real, minam a renda do produtor rural brasileiro.

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Redação (14/08/07) – Dados compilados pelo Sindicato Rural Brasileiro (SRB), com base em números do Ministério da Agricultura, Bolsas de Chicago e Nova Iorque e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostram este cenário preocupante à competitividade da agropecuária.

Em primeiro lugar, o cálculo aponta elevação de 103% nos custos agregados do produtor sobre um aumento de receita bem menor, de apenas 72%, de 2000 a 2006. Desmembrando o conjunto de itens que compõem o pacote "custos" observamos altas nos combustíveis (191,25%), defensivos (67,26%), fertilizantes (77,99%), sementes (115,98%), mão-de-obra (84,6%) e serviços (113,91%).

Já o câmbio, que desde setembro de 2002 até agora acumula valorização do real frente ao dólar de 51,7% e no ano superior a 11%, pune duas vezes o produtor rural. Encarece os produtos em moedas estrangeiras e reduz a margem de rentabilidade.

Para se ter idéia deste efeito devastador, entre 2000 e 2006, a comparação do vaivém das cotações de importantes commodities no mercado internacional, com o sobe-desce cambial, revela um processo de altos e baixos para a agropecuária, que no acumulado pressiona negativamente a renda do produtor.

Exemplo atual é a soja, que mesmo com alta de preços no mercado internacional, tem valores negociados para temporada 2007/08 bem próximos do realizado no ano passado. Isso porque, o dólar entre R$ 1,80 / 1,90 anula os ganhos, comendo o lucro da transação.

Segundo o presidente da SRB, Cesário Ramalho, de nada adianta um incremento nas cotações das commodities se no processo de internalizar o valor da operação o câmbio deteriora o resultado. "O fato é que a agropecuária da ”porteira para dentro” tem argumentos sólidos para questionar a atual política cambial, já que a relação de troca para o produtor rural é negativa", ressalta.  

O presidente da SRB destaca também que ao ficar à mercê do câmbio, depender da formação de preços no mercado internacional, ser refém de variações climáticas, de uma infra-estrutura deficitária, de impostos asfixiantes, trabalhar sem um seguro rural efetivo, ter acesso limitado aos mercados futuros devido, por exemplo, a elevadas taxas operacionais, o produtor rural tem uma margem de controle restrita sobre sua renda.

"No tocante ao desequilíbrio cambial, o que defendemos é que algo precisa ser feito antes que os produtores rurais entreguem a totalidade de seu patrimônio, porque parte já está comprometida. A política monetária do País, guiada pelo Copom, tem que ser rediscutida urgentemente."

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