Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,36 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,21 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,11 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,34 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 153,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 152,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 172,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,72 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,43 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,23 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.338,21 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.244,12 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,57 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 148,78 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 176,47 / cx

I SBSS: O futuro do mercado de grãos e carnes depende da tecnologia

O evento marca o início de uma nova era para a suinocultura catarinense com um evento técnico focado nas demandas das agroindústrias e mercado.

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Redação (15/08/2008)- “Os cuidados que o Brasil precisa ter é com a parte sanitária, produtividade, bem estar animal e logística” afirmou Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, uma das maiores cooperativas do Sul do país
 
A abertura do I Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, em Chapecó-SC, reflete o momento e a expectativa do setor. Um público de mais de 600 pessoas lotou o Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes para a abertura oficial da programação e a palestra “Grãos no mercado de Carne” apresentada pelo Presidente da Coopavel Dilvo Grolli, e como mediador da apresentação o convidado foi o presidente da Aurora, Mario Lanznaster. Para o presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários, entidade organizadora do evento o I SBSS vai oferecer um espaço para debate e planejamento de ações “ A nova fase do comércio internacional coincide com o aumento no custo de produção provocado pelo preço do milho no mercado internacional, fato que tem sido amenizado com tecnologia na produção animal, com nutrição avançada, pesquisas constantes, genética apurada e técnicas inovadoras”.

O primeiro Simpósio Brasil Sul de Suinocultura marca o início de uma nova era para a suinocultura catarinense com um evento técnico focado nas demandas das agroindústrias e mercado, debatendo desafios e antecipando demandas. A solenidade contou com a presença de  Miguel Breda Canal – Presidente do Primeiro Simpósio Brasil Sul de Suinocultura,  o prefeito de Chapecó  Hélio Cella,  Vincenzo Mastrogiacomo presidente da  ACIC- Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Augusto Heck – Presidente da ABRAVES Associação Brasileira de Veterinarios Especialistas em Suínos – Regional de Santa Catarina.  Wolmir de Souza – Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, o Presidente da CIDASC, Dr. Edson Henrique  Veran, a Médica Veterinária Lauren  Ventura Parisotto, Conselheira Efetiva do Conselho Regional  de Medicina Veterinária CRMV-SC, Roni Barbosa – Diretor de Defesa Agropecuária,  da Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, 11- Sra Fernanda Almeida – Presidente da ABRAVES Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos, o pesquisador Nelson Morés representando a EMBRAPA Suínos e Aves  Concórdia, Sr. Joaquim Álvaro Pereira Leite – Vice Presidente da Sociedade Rural Brasileira, entre outras autoridades e convidados.

O prefeito de Chapecó, Hélio Cella destacou “Foi a determinação do suinocultor catarinense que nos últimos anos transformou agricultores em empresários rurais. Independente do tamanho de sua criação, os desafios e dificuldades formaram  profissionais no gerenciamento das granjas. E foi a tecnologia, a qualidade e  a segurança  alimentar as responsáveis  por essa nova realidade. Devido a isso a carne suína  catarinense é reconhecida internacionalmente como segura, excelente para o consumo interno e exportação, ocupando, aos poucos,  fatias privilegiadas do mercado mundial” afirmou.

O presidente do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura destacou a importância da sinergia de ações  entre  a iniciativa privada  e governo na excelência sanitária do rebanho suíno “Olhando as novas demandas mundiais pelas proteínas, tanto de origem vegetal, quanto de origem animal. Não temos receio em afirmar que a produção de alimentos vive seus melhores momentos.Pelos grãos, vedetes da produção de energia. E pelas carnes, em especial as produzidas sob as condições elevadas de higiene e sanidade. Em especial as carnes catarinenses, que já detinham o selo de qualidade industrial e de processamento, mais ainda agora, com a garantia sanitária.  Porém todas estas conquistas não são perenes” destacou, dando  boas vindas aos participantes e representantes de  mais 60 empresas patrocinadoras.

Oferta mundial de grãos

Contrariando alertas constantes e uma forte preocupação do setor produtivo, o palestrante Dilvo Grolli afirmou que não há risco de escassez de milho para os setores avícola e suinícola “A produção de milho no Brasil será acima de 58,4 milhões de toneladas e suficiente para o consumo doméstico e ainda sobra para exportação”.

Segundo Grolli os Estados Unidos tem 14 milhões de hectares de terras atualmente reservadas para recuperação do solo e fauna, e isso pode ser uma carta na manga para o país “Se os USA produz hoje de 480 a 500 milhões de ton. de grãos tem condições de aumentar em mais 100 milhões de ton. a produção de grãos, somente na incorporação de terras que estão hoje em reserva e estima-se o aumento de mais 25% na produtividade por incorporação de novas tecnologias nos próximos anos” alertou.

Sobre os desafios para o setor produtivo de carne suína destacou “O consumo da carne suína em nosso País não acompanhou o crescimento populacional, já a carne de frango é a carne que mais cresce no Brasil. O futuro da produção da carne suína do Brasil é para exportação”, afirmou Dilvo Grolli.

Grolli  afirmou que a  demanda aquecida de soja e milho resulta em aumento de custo de produção e os paises que não produzirem grãos terão dificuldades na produção de carnes  “ A carne mais consumida no mundo é a carne suína, a tendência do Brasil é ficar cada vez mais competitivo na Produção. Prova disso é que os volumes de produção crescem em 2008, entre 3,5% e 4,0%, . A maior expansão será na Região Sul, com o crescimento das integrações nas empresas e cooperativas”  afirmou para uma platéia formada por importantes agentes do setor.

O Simpósio Brasil Sul de Suinocultura encerra nesta sexta feira, 15 de agosto em Chapecó, e deve reunir mais de 600 profissionais, técnicos e estudantes das áreas de veterinária, zootecnia e agronomia, além de produtores e empresários.

Mais informações no site www.nucleovet.com.br

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