Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Indústria deixa de pagar R$ 500 milhões a criador

A estimativa é que os frigoríficos deixaram de pagar pelo menos R$430 milhões aos fornecedores de animais para abate.

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Redação (16/03/2009) – Ainda não há um cálculo oficial, mas a estimativa é de que os frigoríficos que entraram em recuperação judicial do ano passado para cá deixaram de pagar pelo menos R$ 430 milhões aos pecuaristas fornecedores de animais para abate. O cálculo considera somente os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, onde os frigoríficos Arantes, Independência e Frigoestrela tinham atuação mais forte. Acrescentando que em Mato Grosso, estima-se que somente o frigorífico Arantes tenha débito entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões com compra de gado, o rombo atinge níveis próximos de R$ 500 milhões e pode ser maior se forem contabilizadas as dívidas do Independência – que abatia bois em cinco plantas no estado -, além do Margem e do Quatro Marcos, todos em recuperação judicial. A maior parte das empresas ainda não declarou ou detalhou seu endividamento à Justiça.

O presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Mozart Carvalho Assis, estima que os frigoríficos em default no estado deixaram de pagar R$ 200 milhões pelo boi abatido. "Esse levantamento considera o débito deixado pelo Independência, Arantes, Margem e Frigoestrela, principalmente. A dívida do Quatro Marcos é muito pequena", esclarece Assis. De acordo com o advogado do Quatro Marcos, Aibes Alberto da Silva, o débito com compra de boi da empresa é de cerca de R$ 20 milhões, distribuídos em Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Paraná e Pará. "Quando o frigorífico percebeu que o mercado estava ruim, parou logo de abater", afirma Aibes. O Quatro Marcos, que pediu a recuperação judicial em outubro, só teve o pedido aceito pela Justiça em fevereiro e em abril deve apresentar sua proposta aos credores, segundo o advogado.

Assis, da Faeg, conta que os produtores que venderam a esses frigoríficos estão muito inseguros sobre como e quando vão receber. "Há rumores de que a proposta de um dos frigoríficos é pagar em 20 anos com carência de dois", indigna-se Assis.

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