Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Mercado Interno

Sobem preços de terras

Investimento estrangeiro ajuda a elevar preços das terras agrícolas. Mercado ganhou liquidez e houve mais negócios.

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O preço médio das terras voltou a subir no país no quinto bimestre (setembro-outubro) de 2009 e alcançou R$ 4.548 por hectare, segundo levantamento da AgraFNP divulgado ontem.

Em relação ao bimestre imediatamente anterior, a elevação do preço médio das terras brasileiras foi de 1,25%; na comparação com o bimestre setembro-outubro de 2008, a alta, nominal, chegou a 5%.

Segundo Jacqueline Dettmann Bierhals, analista da AgraFNP responsável pela pesquisa, o mercado ganhou liquidez e houve mais negócios, bem distribuídos pelo país e concentrados em áreas mais baratas. A logística disponível seguiu como importante diferencial.

O trabalho da consultoria destaca o avanço de investimentos estrangeiros em terras no Brasil. Para exemplificar esses movimentos, transcreve na íntegra as matérias “Fundos de investimentos elevam aportes no campo” e “Estratégicas cada vez mais agressivas para a compra de terras”, publicadas pelo Valor no dia 16 de novembro.

Jacqueline divide esses investidores estrangeiros em dois grupos: aqueles interessados nos rendimentos financeiros do aporte, que muitas vezes preferem áreas brutas com potencial de valorização, e aqueles com foco na produção primária em si, que até aceitam pagar um “prêmio” por áreas prontas para a atividade fim.

“O ‘prêmio’ é pago para garantir potencial produtivo logo no primeiro ano do investimento”.

Grande parte dessas áreas prontas, observa ela, está nos Estados de Mato Grosso e Goiás. No Centro-Oeste, a média do hectare ficou em R$ 3.424 em setembro-outubro, acima das médias do Norte e do Nordeste, mas bem abaixo do Sudeste e do Sul (ver tabela acima).

Apesar do interesse por terras mato-grossenses e goianas prontas para o cultivo, a valorização do preço médio do hectare nos últimos 12 meses foi menor no Centro-Oeste do que nas demais regiões. A alta foi de 2,9%, ante 9,2% no Sul, 5,1% no Norte, 4,9% no Nordeste e 3,1% no Sudeste. Nos últimos 36 meses, o salto do preço médio no Centro-Oeste (47,4%) só perde para o do Sul (54,9%).

Como as perspectivas para a economia brasileira em geral são positivas para 2010, Jacqueline Bierhals acredita que o mercado de terras deverá seguir aquecido, com liquidez e preços em ascensão. “O ano que vem será bem movimentado. É claro que há riscos, mas eles são menores para esse tipo de ativo”, afirmou ela.

“Seguramente a maior ameaça à economia brasileira que se pode vislumbrar na atualidade é a hipótese da formação de uma bolha especulativa com ativos brasileiros [ações, imóveis, etc], que logicamente quando do seu estouro poderia trazer problemas sérios para a chamada “economia real”, afirma o estudo publicado ontem pela AgraFNP.

“Já para aqueles que pretendem investir em terras no Brasil, a necessidade de se manter uma visão realista do mercado, não se permitindo entrar em movimentos de euforia, é total. O grande risco neste caso é o de se entrar numa onda de excessivo otimismo e se acabar por adquirir terras por preços injustificavelmente altos, diante do temor de se ‘perder a oportunidade’. A possibilidade da formação de uma bolha especulativa no mercado de terras é real, porém a probabilidade de acontecer no curto prazo é ínfima”, sustenta a análise, assinada por Jacqueline e José Vicente Ferraz, também da AgraFNP.

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