Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Produção de rações vai a 61 milhões de toneladas em 2012

O crescimento das exportações e do consumo interno de carnes nos próximos anos está reforçando as previsões otimistas em relação ao mercado de rações.

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Redação (06/02/07) – De acordo com um recente estudo da Frost & Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, o setor brasileiro de nutrientes para rações animais pode alcançar um faturamento de US$ 383 milhões (cerca de R$ 800 milhões) em 2012. A produção deve chegar a 61 milhões de toneladas no mesmo período o que significa um crescimento da ordem de 2 milhões de t por ano, o maior proporcionalmente em comparação a outros insumos no período. Segundo a pesquisa, o consumo de rações é encabeçado pelas aves, que respondem por 57% do total consumido, seguidas pelos suínos, com 26%.

Para Marcos Mantelato, diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), os números apontados pela empresa são factíveis. A idéia de crescer nessas proporções é possível. Nos últimos 20 anos a indústria cresceu, em média, 8% ao ano. Isso ocorreu por causa da demanda consistente da população e também do incremento das finanças das classes C e D, maiores consumidoras de carne de frango e boi do País, afirma Mantelato.

Milho e soja

Segundo o executivo, para crescer nesse ritmo é preciso que as cotações da carne brasileira sofram uma elevação de, pelo menos, 10%. Para o preço da carne subir, é preciso que o preço de alguns grãos também suba. Entretanto, isso está diretamente relacionado com a demanda de milho pelos Estados Unidos e de soja pela China, diz Mantelato.

Segundo o executivo, as duas commodities são as principais matérias-primas para a elaboração das rações no Brasil. Em 2006, o milho respondeu por 56% da demanda de macro-nutrientes, e o farelo de soja representou 20%, conta ele. Além disso, Mantelato afirma que o crescimento da indústria de rações no Brasil é dependente de questões socioeconômicas. Atualmente, o mercado de rações brasileiro cresce a 3% ao ano. Para faturarmos US$ 383 milhões em 2012, essa taxa de crescimento deve ser de 5%, o que depende dos mercados interno e externo, completa ele.

Para Rodrigo Camargo Balieiro, gerente de nutrição animal da Produquímica, crescer a 5% ao ano é viável, contanto que se resolvam as barreiras sanitárias enfrentadas pelo setor. A gripe aviária é um fator que afeta diretamente nos negócios da indústria de rações no Brasil. O governo precisa tomar medidas que dêem suporte as empresas. Só assim se conseguirá exportar o volume necessário para termos as receitas apontadas pelo estudo, afirma Balieiro.

Além disso, Balieiro destaca que a questão de cotas de suínos e aves também interfere nos negócios. Existem barreiras tarifárias que inibem o crescimento do País. São impostos que, de tão altos, nos impedem de ingressarmos em outros mercados, completa Balieiro.

De acordo com um balanço do Sindirações, a produção nacional de rações em 2006 foi de 48,3 milhões de toneladas. Desse total, 27 milhões foram para a avicultura, 13 milhões para a suinocultura, 5,3 milhões para a bovinocultura e 1,6 milhão para o segmento de Pet Food (alimentação para animais domésticos), que cresceu 9% nos últimos 12 meses.

Para 2007, o sindicato prevê que a produção brasileira fique em 51,4 milhões de toneladas, sendo 28,9 milhões voltados às aves, 13,8 milhões aos suínos e 5,6 milhões aos bovinos.

Avicultura consome mais

Por ingredientes, a previsão do Sindirações é que milho lidere a demanda este ano, com 29,404 milhões de toneladas, seguido por farelo de soja, com 9,671 milhões de t, farelo de trigo (2,944 milhões de t) e farinha de carne (2,642 milhões de t). Também têm destaque nas estimativas do Sindirações para este ano o sorgo, com 1,711 milhão de t, o calcário (1,124 milhão de t) e o trigo, junto com o triguilho e o triticale

(851 mil toneladas) Entre os micro-ingredientes, a Sindirações prevê que o destaque no consumo deste ano serão as 84,777 mil toneladas de microminerais (óxido, sulfato, transquelato e carbonato, entre outros). Em seguida vêm os aminoácidos, com 82,447 mil t, e as vitaminas (6,639 mil t).

O consumo de outros aditivos de micro-ingredientes deve somar 77,283 mil t, com destaque para colina (21,171 mil t). Nesse grupo, a previsão é de que consumo some 77,283 mil t.

 

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