Setor de pesquisa já contribuiu para a expansão da fronteira agrícola, incorporando o cerrado brasileiro.
Biotecnologia brasileira preparada para enfrentar mudanças climáticas
Redação (29/08/2008)- A biotecnologia vai ajudar o Brasil a enfrentar os efeitos do aquecimento global na agricultura, nas próximas décadas. A afirmação é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, confiante na capacidade do setor de pesquisa, que já contribuiu para a expansão da fronteira agrícola, incorporando o cerrado brasileiro.
Para o ministro, a adaptação de variedades, aliada ao melhor uso da água, é a chave para que o País conviva com os efeitos das mudanças climáticas e garanta o abastecimento de alimentos até o século 22. “Se o Brasil agir com inteligência, terá sua produção garantida neste século”, declarou.
Stephanes encara a situação de maneira positiva. “O País tem condições de se adaptar ao problema porque está estudando o cenário”, comentou. Segundo o ministro, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vem desenvolvendo estudos de adaptação genética no qual as plantas se tornarão mais resistentes. Desta maneira, genes de plantas típicas do Cerrado brasileiro poderão ser transferidos, permitindo que culturas como a soja, por exemplo, sobrevivam longos períodos sem chuva.
Leia também no Agrimídia:
- •Governo e setor dizem que exportações seguem até setembro e reforçam adequação às exigências da União Europeia
- •União Europeia retira Brasil de lista de exportação de produtos de origem animal
- •Pará confirma caso isolado de gripe aviária no Marajó
- •França e Polônia registram novos casos de gripe aviária
O ministro da Agricultura acredita que as mudanças climáticas terão início no Sul do Brasil e que o Centro-Oeste não será atingido pelo aquecimento neste século, pois tem potencial para a irrigação. “No Cerrado, é possível até quadruplicar a produção, utilizando corretamente a água”, afirmou.
Ainda de acordo com Reinhold Stephanes, o perfil da produção agrícola brasileira não sofrerá grandes mudanças pela alteração do clima, assim como o modelo das propriedades rurais. Ele prevê, no entanto, que será preciso desenvolver mais tecnologias para aumentar as variedades plantadas em áreas menores e com maior rendimento por unidade.























