Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Informação e tecnologia ajudam agricultores a suportar efeitos da crise mundial

Em termos práticos, a maior dificuldade no momento está na compra de insumos, especialmente fertilizantes, cujos preços são atrelados ao dólar.

Redação (31/10/2008)- Há várias semanas, vivemos sobressaltados, diante da verdadeira gangorra em que se transformaram os mercados mundiais. Neste momento, não há setor ou país que possa se considerar imune à crise financeira internacional. No tocante à agricultura, pouco depois de anunciada a maior colheita de grãos da história – 143,8 milhões de toneladas – as atenções se voltam para o plantio da safra 2008/2009.

Em termos práticos, a maior dificuldade no momento está na compra de insumos, especialmente fertilizantes, cujos preços são atrelados ao dólar, o que causa impactos relevantes sobre os custos dos produtores. Para completar o cenário de incertezas, as restrições à liberação de crédito suscitam dúvidas quanto ao desempenho da próxima colheita. No caso específico dos exportadores, há ainda a natural retração dos mercados consumidores internacionais.

Atento a este quadro, o Governo federal já anunciou várias medidas para garantir a próxima safra. No total, representarão injeção de quase R$ 15 bilhões em recursos na agricultura. É importante ainda que seja garantido o aporte de R$ 13 bilhões em crédito, previstos no último Plano Safra para a agricultura familiar, anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Deste total, 10% devem vir para Minas Gerais, aproximadamente R$ 1,3 bilhão.Resta aos produtores e a todos que se ocupam da atividade agropecuária seguir produzindo, na expectativa de que as medidas tomadas para amenizar os efeitos da maior crise mundial em décadas tenham bom resultado.

Se o momento é de indefinições, de uma coisa tenho certeza: os agricultores mineiros estão cada vez mais bem preparados, com maior acesso a informações e tecnologia para conduzir de forma sustentável seus negócios. Afinal, não foi à toa que o crédito oficial para a agricultura familiar cresceu mais de 500% desde 2002. Os recursos para a assistência técnica e extensão rural foram ampliados em mais de 1.200% no mesmo período. O investimento deve sempre vir acompanhado de conhecimento, para o desenvolvimento da agricultura, que contemple não apenas o aumento da produção, em termos numéricos, mas principalmente a sustentação das populações rurais em condições dignas.

Destaco alguns números para situar melhor o leitor dos grandes centros urbanos a respeito da importância da agricultura familiar: é este segmento que garante 70% dos alimentos da cesta básica consumidos no Brasil, sendo 67% do feijão, 56% do leite, 89% da mandioca e 70% da carne de frango. Com certeza, vai haver redução no consumo mundial, porém, principalmente de produtos supérfluos e menos de alimentos. Por isso, esta é uma oportunidade para o Brasil, que tem muitas vantagens competitivas na agricultura, em relação a outros países.

É tempo agora de agregar valor aos produtos agrícolas, por meio de investimento na qualidade. Também é preciso que os produtores avancem na profissionalização da atividade, na gestão do negócio, com otimização do uso de insumos para o controle de pragas e doenças e redução de perdas na colheita. As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).

*Engenheiro agrônomo, presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).

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