Influência da paridade materna e prebióticos no desenvolvimento de leitões: estudo aponta efeitos na microbiota e crescimento

Um estudo publicado no Journal of Animal Science and Biotechnology revelou como a paridade materna — o número de partos da porca — influencia o desenvolvimento e a microbiota intestinal de leitões, além de avaliar o impacto de prebióticos na dieta pós-desmame. Realizado por uma equipe de pesquisadores americanos, o estudo indica que o estresse pós-desmame e a condição reprodutiva da porca afetam diretamente o desempenho dos leitões, sendo que os filhos de porcas primíparas enfrentam mais desafios comparados aos descendentes de porcas multíparas.
A pesquisa incluiu 96 porcas de paridade mista, cujas crias foram divididas em três grupos alimentares na fase de creche:
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- Dieta com doses padrão de zinco e cobre.
- Dieta com 0,5% de prebiótico comercial, à base de extrato de Aspergillus oryzae.
- Dieta combinando 0,5% de prebiótico e doses padrão de zinco e cobre.
As amostras de DNA da microbiota vaginal e intestinal de porcas e leitões foram analisadas, além de ser feito um acompanhamento do peso e desempenho dos animais.
O ganho de peso foi superior nos leitões alimentados com a dieta padrão de zinco e cobre, especialmente entre aqueles nascidos de porcas multíparas. Leitões das multíparas, contudo, enfrentaram maior mortalidade pré-desmame, embora os tratamentos dietéticos não mostrassem diferença significativa no crescimento quando combinados com a paridade. Leitões recebendo apenas prebióticos apresentaram menor ingestão diária de ração, o que pode indicar um efeito na absorção dos nutrientes oferecidos.
Foi observado que a microbiota intestinal das porcas primíparas apresentou maior diversidade, um reflexo que também se estendeu aos leitões após o desmame. Leitões alimentados apenas com prebiótico tiveram uma maior diversidade microbiana, com maior presença de gêneros benéficos como Dialister, Lactobacillus e Megasphaera. Contudo, a interação entre paridade e dieta mostrou um efeito temporário na microbiota intestinal dos leitões, diminuindo com o tempo.
Conclusão
O estudo conclui que o desenvolvimento da microbiota intestinal de leitões pode ser influenciado pela condição reprodutiva materna e pelo uso de prebióticos específicos, como o extrato de fermentação de Aspergillus oryzae associado ao zinco e cobre. Esses dados reforçam a importância de considerar a paridade materna na formulação de dietas e manejos para otimizar a saúde intestinal e o desempenho produtivo dos leitões na fase de creche.
Fonte e tradução: Pig Progress





















