Em iniciativa inédita, Estado deve introduzir notificação on-line para o controle de doenças veterinárias.
Paraná investe em sanidade
A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) quer ampliar o controle e prevenção de doenças que prejudicam os animais de produção no Paraná. Para isso, realizou ontem, na sede da Celepar em Curitiba, uma Webcast com a participação de médicos veterinários da iniciativa privada e de representantes das entidades ligadas ao agronegócio que têm vínculo com o serviço estadual de defesa sanitária animal. Anunciou também a implantação do sistema on-line – que começa a funcionar hoje em substituição às guias em papel- para notificação de enfermidades dos animais de produção, com um novo aplicativo do Sistema de Defesa Sanitária Animal.
Segundo a médica veterinária Maria do Carmo Pessôa Silva, responsável pela área de Epidemiologia na Secretaria, a informação precisa e oportuna é uma ferramenta poderosa para planejar programas sanitários e até mesmo, detectar a necessidade de mudanças nas estratégias dos referidos programas, de forma a atender as demandas da produção e dos novos mercados.
Pelo sistema on-line poderão ser comunicadas doenças de bovinos, suínos, aves, equinos, ovinos, caprinos, peixes, abelhas e até bicho da seda. Segundo Maria do Carmo, o maior número de registros de doenças acontecem em aves, suínos e bovinos, nesta ordem.
Leia também no Agrimídia:
- •Análise: Influenza aviária se torna uma preocupação na europa e já afeta milhões de aves
- •Polônia registra avanço do H5N1 trazendo impacto na produção avícola do país
- •Sustentabilidade na Suinocultura: setor britânico reduz emissões e define agenda ambiental até 2030
- •Inspeção no descarregamento pode elevar padrões em frigoríficos, aponta estudo sobre bem-estar animal na suinocultura europeia
A veterinária prevê que as notificações poderão aumentar com o sistema on-line. Por outro lado, vai agilizar a investigação das doenças e sanar os problemas mais rapidamente. Além disso, ela avalia que haverá menos erros e mais qualidade nas informações prestadas. Das 375 fichas epidemiológicas mensais recebidas no mês de março, apenas 52 tiveram aproveitamento de seus dados. Também tiveram utilidade somente 61 fichas das 275 apresentadas com informações sobre enfermidades das aves e que são registradas na FICHA EPIDEMIOLÓGICA AVÍCOLA MENSAL. Ou seja, cerca de 70% das fichas recebidas não tiveram aproveitamento.





















