Impacto e controle da peste suína africana na República Dominicana: estudo revela avanços e desafios

A República Dominicana tem enfrentado consequências significativas desde a reintrodução da peste suína africana (PSA) em julho de 2021. Um estudo liderado por Rachel Schambow e colegas da Universidade de Minnesota e do USDA-APHIS avaliou os surtos ocorridos entre 2022 e 2024, destacando os esforços de controle e os desafios enfrentados pela indústria suína do país.
De acordo com o levantamento, a produção suína dominicana caiu 21% em 2022 devido à epidemia. Entre as medidas de controle adotadas estão o fortalecimento da capacidade laboratorial, programas de vigilância ativa e passiva, despovoamento de rebanhos afetados e compensações financeiras para os produtores. Ao todo, foram relatados 329 surtos no período, a maioria detectada em fazendas de quintal por meio de vigilância passiva.
Embora nenhuma amostra positiva tenha sido detectada nas inspeções obrigatórias realizadas a cada 21 dias em fazendas comerciais, as taxas de ataque foram mais elevadas no Noroeste, com picos de 18,11%. O estudo sugere que a abordagem deve evoluir de uma resposta emergencial para estratégias de controle progressivo, incluindo o fortalecimento da regulação e o envolvimento da indústria privada para reduzir os riscos e avançar na erradicação da PSA.
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Manifestações clínicas e epidemiologia da PSA
Outro estudo, liderado por Laura Alarcón e colegas, analisou surtos clínicos e epidemiológicos em 11 fazendas comerciais entre maio de 2021 e dezembro de 2022. Os dados apontaram que a doença afetou principalmente porcas, com mortalidade acumulada média de 5,2% no sétimo dia após o surto e morbidade média de 60%.
Os sinais clínicos específicos da PSA incluíram febre, aborto, manchas roxas nas orelhas, cianose, hemorragia nasal e diarreia, enquanto sinais não específicos como depressão e perda de apetite também foram relatados. Três padrões clínicos foram identificados, o que pode auxiliar no reconhecimento precoce da doença e no direcionamento de ações de vigilância e controle.
Conclusões e recomendações
Quase três anos após o ressurgimento da PSA, os esforços para mitigar o impacto da doença na República Dominicana têm demonstrado avanços, mas desafios persistem. A transição para um plano de controle progressivo e a identificação precoce de surtos por meio de padrões clínicos são passos essenciais para proteger a suinocultura local e garantir a sustentabilidade do setor a longo prazo.
Fonte: The pig site





















