Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Proteção efetiva

Diante do grande poder de destruição do vírus H5N1, o causador da gripe aviária, diversas controvérsias científicas estão surgindo, principalmente na Europa.

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Redação AI (17/08/06)- Uma delas diz respeito à vacinação de aves criadas em cativeiro. A prática poderia mascarar o espalhamento do vírus, uma vez que os criadores optam por não vacinar todas as aves de modo a poder monitorar a chegada da doença o que não ocorreria se todas estivessem protegidas. O problema é que o método, apesar de resultar na morte de poucos animais, poderia levar à transmissão silenciosa da doença.

Em artigo publicado na revista Nature desta quinta-feira (17/8), um grupo de pesquisadores britânicos liderados por Nicholas Savill, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, defende, com base em modelos matemáticos, a vacinação completa.

Um efetivo sistema de controle da gripe aviária precisa ter condições de proteger todas as aves dentro de um viveiro, o mais próximo possível dos 100%, disse Savill. Pelos cálculos apresentados pelo grupo, uma vacinação de pelo menos 90% em uma criação hipotética de 10 mil animais poderia reduzir em 50% as chances de novos casos da doença.

Além da quantidade, para o pesquisador britânico a qualidade dos medicamentos também é importante. As vacinas precisam ser fáceis de manusear e de aplicar. Elas devem ser eficientes também depois de uma única dose. As disponíveis atualmente não têm todas essas características reunidas, disse.

Para Savill, o ideal seria ter uma vacina para espalhar na comida ou na água utilizada pelos animais. Melhor ainda seria ter um medicamento que pudesse ser borrifado sobre o viveiro, afirmou.

Mas, apesar de totalmente favorável à vacinação ampla e irrestrita das aves confinadas, os pesquisadores britânicos defendem a necessidade de manter a estratégia do sentinela. Ou seja, entre os grupos vacinados em quase 100%, um ou outro animal deve ficar sem a proteção ao H5N1. O constante monitoramento dessas aves sentinelas poderia indicar com precisão a chegada do vírus.

O mecanismo das sentinelas é sem dúvida o mais rápido e eficiente. No caso da União Européia, por exemplo, seria necessário deixar pelo menos 1% das aves sem vacinação. E esses exemplares precisariam ficar no meio dos outros, em contato direto com o possível problema, disse Savill.

O artigo Silent spread of H5N1 in vaccinated poultry pode ser lido, por assinantes, em www.nature.com.

 

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