Produtores pedem ajuda do governo. Os preços da ração subiram 30%
Suinocultores bolivianos estão preocupados com preços da ração

Os suinicultores de Cochabamba, na Bolívia, estão preocupados com o aumento do preço da ração pedem a intervenção do Governo.
“O maior problema que temos, neste momento, é o aumento de insumos que ficaram entre 10% e 30% mais caros, que são usados ??para criação, alimentação e remédios para animais”, disse o representante da Associação dos Suinocultores. (Adepor), Germán Aguilar, indicando que por este motivo estão a deixar de alimentar os seus suínos.
Outro problema que ele referiu é o preço do milho, embora alguns produtores recebam suprimentos da Empresa de Apoio à Produção de Alimentos (Emapa), os produtores menores não e essa é uma das suas dificuldades, pois poderiam fechar suas unidades de produção.
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Um dos insumos que subiram e com os quais estão muito preocupados é a soja, que subiu de 320 para 430 dólares por tonelada, o que afeta o produtor, disse Aguilar.
Durante este tempo enviaram cartas ao Governo para que atendesse aos seus pedidos e pudesse negociar preços e flexibilizá-los para a banda mínima, mas não lhes deu resposta, só quem pode pagar esses preços são os produtores de grandes fazendas, com o que pode ser criado um oligopólio.
50% de seus associados são pequenos produtores e correm o risco de fechar, e a produção de 100 a 200 toneladas de carne suína está em risco, já que Cochabamba produz mensalmente mil toneladas e está se tornando insustentável, explicou Aguilar.
Por essas razões, suinocultores, avicultores e produtores de leite declararam estado de emergência.
Por sua vez, o gerente geral da Câmara Agropecuária de Cochabamba (CAC), Rolando Morales, afirmou que, além dos problemas de pagamento que os bananeiros têm com a Argentina, que lhes disse que só serão pagos em 180 dias, também se somam os bloqueios que aconteceram ontem em Santa Cruz, porque suas vans nem saíram.
De acordo com os dados que tratam, entre janeiro e maio deste ano ocorreram 50 bloqueios em Cochabamba que causaram danos e, por dia, retiram entre 10 e 17 carrinhas, e apesar de serem refrigeradas, preferiram não sair porque eles ficariam na estrada e os custos por dia também aumentam.
Por isso, pediram que alimentos perecíveis e remédios passem, já que não podem falar de perdas o tempo todo, já que muitas famílias no país vivem da produção.





















