Alterações cutâneas podem indicar desde problemas superficiais até doenças sistêmicas, influenciando se a carcaça será liberada ou condenada
Agrimidia Descomplica: O que as lesões de pele em suínos revelam sobre a carne que chega ao consumidor?

Durante a inspeção post mortem em frigoríficos, a pele dos suínos pode se tornar um verdadeiro “mapa de sinais” para o médico-veterinário. O que parecem ser apenas manchas ou irritações superficiais podem revelar muito mais sobre a saúde do animal e até mesmo sobre a destinação da carne.
Segundo o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), carcaças com sarnas em estágio avançado, sinais de caquexia — um quadro de emagrecimento extremo — ou inflamações que atingem a musculatura devem ser totalmente condenadas, sem possibilidade de aproveitamento.
Por outro lado, quando as alterações são mais leves, como eritemas, esclerodermia, urticárias, hipotricose cística ou dermatites superficiais, a carcaça pode ser liberada para consumo, desde que as áreas afetadas sejam removidas e que a musculatura esteja em condições normais.
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Essa análise criteriosa demonstra como até detalhes aparentemente simples, como uma lesão na pele, podem levantar suspeitas importantes, funcionando como pistas para garantir a segurança alimentar e proteger a saúde do consumidor.






















