Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Bem-Estar Animal

Suinocultura alemã caminha para a verticalização em meio a crises e novas exigências de bem-estar

A análise de Dr. Albert Hortmann-Scholten sobre a verticalização na suinocultura alemã em tempos de crise e novas exigências

Suíno: sobreoferta pressiona preços de animal vivo e carne no Brasil

A suinocultura alemã vive um momento de inflexão histórica. Pressionado por surtos de Peste Suína Africana (PSA), impactos da Covid-19, aumento de custos e uma nova legislação de bem-estar animal que entra em vigor em 2026, o setor debate intensamente a transição para um modelo de integração vertical. A análise do especialista de mercado Dr. Albert Hortmann-Scholten aponta que, embora o país ainda esteja longe do nível de integração da avicultura (acima de 95%), as “estruturas preliminares” desse sistema já são uma realidade crescente como resposta à crise de competitividade.

O cenário é de retração: dos 250.000 agricultores alemães, apenas 15.000 ainda criam porcos, e menos de 5.000 possuem matrizes. A pressão econômica e a perda de mercados cruciais como a China aceleraram a necessidade de planejamento e segurança. Nesse contexto, a integração vertical surge como uma alavanca para reduzir custos, coordenar a cadeia de valor e atender às exigências de rastreabilidade e padronização impostas pelo varejo e pelos consumidores. Atualmente, estima-se que entre 60% e 70% dos suínos no país já estejam sob contratos fixos de fornecimento, com grandes players como a Westfleisch operando com mais de 70% de animais contratados.

Uma tendência emergente são os “contratos triangulares”, que envolvem produtor, frigorífico e varejista. O objetivo é uma cooperação transparente onde o varejo também assume responsabilidade econômica, como no acordo recente entre o Grupo Rewe, Tönnies e agricultores de Schleswig-Holstein. Contudo, Hortmann-Scholten adverte que a integração não é uma “solução mágica”. Embora traga eficiência e estabilidade, a vulnerabilidade do produtor e seu limitado poder de negociação ainda dificultam o repasse integral dos custos de produção, mantendo a dúvida se a verticalização será suficiente para reverter a baixa rentabilidade histórica do setor.

Referência: Pig Progress

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