Com um crescimento de 3,3%, o plantel de matrizes no Rio Grande do Sul indica uma recuperação no setor de suinocultura
Suinocultura no Sul: plantel de matrizes cresce no Rio Grande do Sul e indica retomada do setor

O plantel de matrizes suínas no Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 3,3% no último ano, alcançando 400.534 animais, frente aos 387.756 registrados anteriormente. Os dados são de um levantamento realizado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, que monitora a evolução da atividade no estado.
A pesquisa foi elaborada com base em informações coletadas junto a diferentes elos da cadeia produtiva, incluindo produtores independentes, cooperativas, agroindústrias e sistemas de parceria. O estudo permite avaliar não apenas o volume total do plantel, mas também sua distribuição entre os diversos modelos de produção da suinocultura gaúcha.
Agroindústrias lideram, enquanto parcerias registram maior crescimento
As agroindústrias seguem concentrando a maior parcela das matrizes, com 229.100 animais. Apesar da liderança, o segmento apresentou leve retração de 1% em relação ao ano anterior, indicando um movimento de estabilização.
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Por outro lado, os sistemas de parceria entre produtores foram os que mais avançaram no período, com crescimento de 15%, passando de 77.480 para 88.877 matrizes. O desempenho evidencia a expansão desse modelo produtivo, que tem ganhado espaço na organização da cadeia.
As cooperativas também registraram incremento, atingindo 63.237 matrizes, alta de 3% em comparação a 2025. Já entre os produtores independentes, o plantel aumentou de 18.320 para 19.320 animais, crescimento de 5%, ainda que com menor participação relativa no total.
Estrutura produtiva envolve mais de 4 mil produtores no estado
O levantamento da ACSURS também traça um panorama da estrutura da suinocultura no Rio Grande do Sul, que atualmente conta com 4.450 produtores distribuídos nas diferentes etapas da cadeia produtiva. Entre elas estão as unidades produtoras de leitões desmamados, creches, sistemas de terminação e propriedades de ciclo completo.
Segundo o presidente da entidade, Valdecir Folador, o acompanhamento contínuo desses dados é essencial para compreender a dinâmica do setor e orientar decisões estratégicas. A análise do plantel permite identificar tendências, avaliar o nível de organização da cadeia e medir a capacidade produtiva ao longo do tempo.
Indicador é fundamental para planejamento e competitividade da suinocultura
O monitoramento das matrizes é considerado um dos principais indicadores da suinocultura, por refletir diretamente o potencial de produção futura. A evolução desse número auxilia produtores, cooperativas e agroindústrias no planejamento da atividade, contribuindo para ajustes na oferta e maior eficiência do setor.
Mesmo diante dos desafios enfrentados nos últimos anos, como oscilações de mercado e custos de produção, o crescimento do plantel indica que a suinocultura gaúcha mantém sua capacidade de adaptação e segue estruturada para sustentar a produção no estado.
Referência: ACSURS





















