Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Energia Sustentável

Biomassa da cana respondeu por 90% do volume contabilizado em 2016

Potência outorgada na matriz elétrica do Brasil é de 14,3 GW, superior à capacidade instalada pela Usina Itaipu que é de 14 GW

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Biomassa da cana respondeu por 90% do volume contabilizado em 2016

Atualmente, a capacidade instalada no país é de quase 163 GW de energia e a fonte biomassa representa 9% da potência outorgada na matriz elétrica do Brasil, com 14,3 GW (superior à capacidade instalada pela Usina Itaipu, que é de 14 GW).

Quando se estratifica a fonte fóssil, a bioeletricidade assume a segunda posição na matriz elétrica brasileira, já que a mais importante contribuição da fonte fóssil é o gás natural, que detém 13,7 GW, inferior à capacidade instalada pela fonte biomassa. “Com referência somente à bioeletricidade da cana, o setor sucroenergético detém hoje 11,2 GW, representando em torno de 7% da potência outorgada no Brasil e 78% da fonte biomassa”, explica Souza.

Do total de geração pela fonte bioeletricidade para o Sistema Interligado, a biomassa advinda da cana-de-açúcar respondeu por 90% do volume contabilizado em 2016, com a produção de 21,2 TWh para a rede ano passado. “Com 11,2 GW, a bioeletricidade sucroenergética é a terceira fonte de geração mais importante da nossa matriz elétrica em termos de capacidade instalada, atrás somente da fonte hídrica e das termelétricas com gás natural”, afirma o especialista, comentando que o setor sucroenergético terá instalado o equivalente a uma Usina Belo Monte, quando estiver em plena motorização.

Segundo Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) a geração de energia renovável ofertada à rede (21,2 TWh) foi equivalente a ter provido o atendimento a 11 milhões de residências ao longo de 2016 e evitado a emissão de 9,3 milhões tCO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 65 milhões de árvores nativas por 20 anos. Além disso, a oferta à rede pelo setor sucroenergético representou poupar 15% da água nos reservatórios do submercado elétrico Sudeste/Centro-Oeste, responsável por mais de 60% do consumo de energia elétrica no país.

Outro fato positivo apontado pelo gerente da UNICA se refere à sinergia com outras fontes para o abastecimento energético do Brasil. “Há uma predominância da geração para a rede coincidindo com a safra sucroenergética na Região Centro-Sul. Isto traz um impacto extremamente positivo para o setor elétrico porque a geração ocorre predominantemente na época crítica do setor elétrico (período seco), que tradicionalmente vai de maio a novembro de cada ano”, exemplifica.

“Para o ano de 2017, a previsão é que a fonte biomassa acrescente apenas 550 MW à matriz elétrica nacional, número bem inferior ao recorde desta fonte, que aconteceu em 2010, quando foram acrescentados 1.750 MW novos ao sistema”, disse o gerente, explicando que “a fonte biomassa, que já chegou a representar 32% do crescimento anual da capacidade instalada no país, tem previsão de participar, em 2017, com apenas 8% da expansão anual da capacidade instalada no Brasil, índice que poderá cair para apenas 1% em 2018 e 2019”.

O executivo salienta ainda que agentes públicos e privados precisam elaborar uma política setorial estimulante, clara e de longo prazo para a bioeletricidade/biogás e concatenada com uma visão específica para o papel do etanol na matriz energética brasileira.

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