Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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P&D

Viçosa vai estudar aquecimento global

UFV vai criar instituto para estudar mudanças climáticas. Instituto de Mudanças Climáticas, Energias Renováveis e Economia Ambiental, deve começar a operar em 2010.

Uma das mais tradicionais geradoras de conhecimento rural do País, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) lidera os preparativos para a criação do Instituto de Mudanças Climáticas, Energias Renováveis e Economia Ambiental, que deverá começar a operar no primeiro semestre do ano que vem.

De acordo com Luiz Claudio Costa, reitor da UFV, já estão sendo construídas as instalações físicas do instituto, que contará com o apoio e participação de outros atores envolvidos ou afetados com as questões que serão estudadas, como a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas – a Rede-Clima, coordenada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – e a Embrapa.

“O instituto tem de ser uma rede de informações e pesquisas. Algo como um ‘think thank”, afirma Costa. Nesse sentido de catalisador de ideias, o espaço estará aberto à participação de outros institutos, universidades e agentes privados. “O Brasil ainda está um pouco atrasado nesse campo, mas há iniciativas interessantes. Nossa intenção é que o instituto seja inclusive internacional”, diz.

Para o reitor da UFV, o novo instituto poderá colaborar para que o Brasil se firme como um país focado em uma agricultura de “baixo carbono”. “O País é respeitado no mundo todo pelo desenvolvimento da agricultura tropical. Agora o desafio é caminharmos rumo a uma agricultura de baixo carbono. O mercado precisa disso”, afirma ele.

Luiz Claudio Costa, que também preside a Sociedade Brasileira de Agrometeorologia (SBAgro), sediada em Campinas (SP), sustenta que, além de estar atento ao que se discute e se desenvolve nos principais polos americanos e europeus de pesquisa, o Brasil precisa estimular o intercâmbio com outros países do Hemisfério Sul, inclusive africanos.

Nesse âmbito, a Universidade Federal de Viçosa, já tem laços com Moçambique e Angola, colaborando no treinamento de pesquisadores de ambos. Em Angola, mantém acordo com a Universidade Agostinho Neto, que no momento cria sua estrutura de pesquisa.

O reitor vê em convênios como esses e em iniciativas como a criação do Instituto de Mudanças Climáticas, Energias Renováveis e Economia Ambiental oportunidades para que o Brasil assuma a liderança em discussões de problemas que não podem prescindir do país, como fome e ambiente.

“O Brasil não pode ser, como disse [o economista] Celso Furtado [1920-2004], ‘o País das oportunidades…perdidas’. O País está em 13º lugar no mundo em geração de tecnologia, mas temos entraves que podem nos fazer perder o bonde. Ainda não perdemos”.

Costa lembra que o país investe 1,5% do PIB em geração de tecnologia, e que cerca de 90% do total é aplicado por universidades como Viçosa, berço do milho híbrido. “Mas é preciso mais apoio e mais recursos. Também temos que ajudar a pautar o bom debate”, diz.

A UFV foi inaugurada em 1926 na conturbada presidência de Arthur Bernardes (1875-1955), natural de Viçosa. Em 1969, foi federalizada. Em 2008, executou um orçamento de R$ 320 milhões, 13,5% superior ao de 2007 e quase todo empregado em pessoal

Encravado em um importante polo de cafés especiais no sul de Minas que já sofre com as mudanças climáticas, a UFV, diz o reitor, está tentando fazer a parte dela.

Mas é preciso bem mais que isso para o país manter a relevância em uma seara irrigada por centenas de bilhões de dólares de grandes transnacionais que costumam esconder até de suas filiais o que norteará a agricultura do futuro.

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