Com base na crise hídrica que assolou o País em 2014, prejudicando não apenas a população mas também agropecuária buscamos saber quais eram as expectativas dos nossos leitores para 2015
Agropecuária supera a crise hídrica mas ainda precisa investir em soluções sustentáveis

Periódicamente, os sites Avicultura Industrial, Suinocultura Industrial e Biomassa & Bioenergia realizam uma enquete levando em consideração a situação do mercado. Com base na crise hídrica que assolou o País em 2014, prejudicando não apenas a população mas também agropecuária buscamos saber quais eram as expectativas dos nossos leitores para 2015.
Dos participantes, 78% responderam a enquete esperaram uma situação mais amena. Já 15% contavam com um período mais agravante. Os outros 7% torceram pela estabilidade da crise se comparada com o ano anterior. Levantamentos feitos pela Conab, Embrapa, INMET e Agência Nacional de Águas indicaram um impacto reduzido da crise hídrica nos resultados da safra 2014/2015 dos principais grãos.
O grande desafio da agropecuária está em conciliar a demanda crescente da produção agropecuária com a preservação dos recursos hídricos. No entanto, o manejo desse recurso ainda não faz parte da rotina desses produtores e o uso intenso, sem gestão adequada, coloca em risco sua disponibilidade em quantidade e qualidade e o futuro dos sistemas de produção.
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Para manter-se competitivo economicamente e ao mesmo tempo fazer com que a produção agropecuária seja socialmente justa e ambientalmente correta, é preciso que o produtor adote em suas rotinas produtivas conhecimentos, práticas e tecnologias que visem uma propriedade mais sustentável. O manejo hídrico é um dos gargalos.
Segundo o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, as propriedades rurais ainda não têm controle significativo da água captada e consumida. “Houve evolução nos sistemas de produção e em suas práticas reprodutivas, nutricionais e sanitárias. Agora, o momento é de um novo salto – internalizar o manejo hídrico, ambiental e de resíduos. Educação e uma cultura hídrica são indispensáveis para que a água não seja uma ameaça ao desempenho e à sanidade das criações”, explica Palhares.
Para fazer o manejo hídrico da propriedade, é necessário conhecer os fluxos de água e o quanto é consumido. Mas como chegar a esses números? Embrapa, instituições de pesquisa e iniciativa privada estão, neste momento, calculando a pegada hídrica da carne e do leite. No caso da carne, por exemplo, o cálculo para conhecer a pegada hídrica leva em consideração toda a água usada no processo, desde a quantidade consumida na produção do alimento dado ao animal até a utilizada no abate.
Uma nova enquete já está disponível nos sites da Gessulli Agribusiness. Dê sua opinião respondendo a enquete localizada na home dos portais. Participe!





















