Pesquisadores britânicos afirmam que é possível reduzir pleurite apostando em higiene.
Pleurite: Um obstáculo para suinocultura
Uma pesquisa encomendada pelo BPEX mostrou que a pleurite é um enorme obstáculo para produtores e processadores de suínos. O doença já chegou a custar $2,26 por animal, mas os produtores podem reduzir estas perdas assinando o Projeto de Saúde Suína da BPEX e reduzindo o índice de estresse em suínos.
O Dr. Dan Tucker, docente em Saúde Pública e Veterinária, especialista em saúde suína da Universidade de Cambridge liderou uma pesquisa sobre pleurisia suína. A sua equipe descobriu que 78% das criações suínas britânicas tem indício de pleurite.
Os cientistas acompanharam 80 lotes de suínos desde as técnicas de gestão, desempenho, monitoramento de ambiente e abate. Eles descobriram que a doença tem taxa reduzida em suínos mais leves e, para os maiores, é necessário investir em alimentação. Dr. Tucker afirma que “as pessoas tem conhecimento sobre a pleurite, mas a pesquisa aponta que a doença pode causar prejuízos financeiros consideráveis às empresas”.
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Pesquisando os dados históricos dos rebanhos com altos níveis de pleurisia (acima de 10% nos últimos anos), de baixa incidência (menos de 5% nos últimos dois anos), bem como problemas causados pela doença durante o abate e entre funcionários, foram identificados uma série de fatores que levaram a uma alta incidência da doença:
– Falta, ou incapacidade, de aplicar padrões rigorosos de gestão do local de criação
– Mistura de suínos após desmame
– Transferências repetidas
“Colocamos amostras desses suínos no microscópio e encontramos diferenças significativas entre os dois grupos pesquisados, que nos permitiu descobrir que algumas práticas dos produtores podem diminuir o índice de pleurisia”, disse o Dr. Tucker. São elas:
– Limpeza e desinfecção dos locais de criação;
– Aumentar o espaço de tempo para oito dias quando for necessário transferir um suíno de baía;
– Realizar o mínimo de misturas entre suínos desmamados, especialmente durante o período produtivo.
“Essa doença tem poucos sintomas clínicos observados e só pode ser diagnosticada através de exames após o abate. Porém, agora, sabemos que podem ser tomadas algumas medidas para reduzir o impacto da doença”, afirma Tucker.
Dr. Tucker e os pesquisadores do BPEX tornaram sua pesquisa pública para auxiliar os produtores na redução dos índices da pleurisia no país.
* Com informações do Pig Progress





















