Suinocultores dos três Estados do Sul se reúnem em busca de medidas emergenciais para o setor.
Contra a crise
Lideranças da suinocultura dos três Estados do Sul estiveram reunidas em Chapecó, Santa Catarina, na última quinta-feira (30/07) e sábado (01/08), em Concórdia, onde anunciaram uma série de medidas visando à minimização das dificuldades que o setor vem sofrendo. As deliberações tiveram o apoio de produtores não integrados e representantes de frigoríficos.
De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Wolmir de Souza, entre as medidas adotadas está à redução de plantel, ou seja, uma redução de 20% das matrizes alojadas pelos produtores não integrados. Segundo Souza, é uma ação drástica e jamais pensada, principalmente em Santa Catarina que com a conquista do Status Sanitário de “Livre de Aftosa” sem vacinação a esperança era de um crescimento nas oportunidades de mercado e não da diminuição de plantel. “Mesmo não sendo a favor, pois isso vem na contramão do que a entidade sempre lutou, porém, diante da situação não temos outra saída, vamos ter que adotar essa medida” explica Souza. O acordo para redução de matrizes foi fechado com os produtores não integrados dos três Estados, contudo a expectativa é que o movimento ganhe a adesão dos criadores do sistema de integração.
Além desta outras alternativas serão buscadas, entre elas o Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) do Suíno, para que o produtor tenha auxilio no frete para levar animais destes Estados produtores para regiões de maior consumo, com a colaboração do governo federal. Ficou definido também que será agendado dentro de 15 dias uma reunião com lideranças do setor juntamente com o Ministro da Fazenda e da Agricultura, onde será solicitada a suspensão imediata do pagamento das dívidas dos produtores e a prorrogação de até dez anos, outra medida é que o governo federal compre 50 mil toneladas de carne suína.
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Hoje o produtor integrado recebe pelo quilo do suíno vivo R$ 1,70 e não integrado a R$1,90, enquanto o custo de produção está em média R$ 2,30, um prejuízo em média de R$60,00 por animal.
* Com informações da Assessoria de Imprensa da ACCS
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