De acordo com Índice Fabavi, a cesta básica capixaba registra aumento de 1,64%. Frango valorizou 10,2%.
Frango mais caro
O consumidor de classe média já paga R$ 842,48 pela cesta básica de alimentos. Uma alta de 1,64%, em maio, em relação ao mês anterior. Até aí, trata-se de um reajuste pequeno, quase não sentido no bolso. Mas o susto vem na hora em que se observa bem a etiqueta do leite longa vida: aumento de 30,3%, no mês, e de 38%, de janeiro a maio. A carne de frango e a batata não ficaram atrás, com preços 10,2% e 20,7% maiores, respectivamente, nos últimos 30 dias.
Os números são do Índice Fabavi, que pesquisa preços e marcas de alimentos comuns na cesta básica da classe média da Grande Vitória. O coordenador do levantamento, Paulo Cezar Ribeiro, lembra que a última situação de alta acentuada na área de laticínios ocorreu em 2007. Ele mesmo disse ter ficado “surpreso” com o repasse dos custos de uma só vez.
A estiagem e a queda da temperatura nas regiões produtoras de leite são as justificativas para a elevação do preço do produto. E a tendência para os próximos meses é de oferta retraída e preços ainda mais aquecidos. A situação deve perdurar até agosto, pelo menos, quando o inverno já começa a abrandar.
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O queijo fatiado teve aumento de 13% em maio. A dica de Ribeiro é que os consumidores troquem o leite em caixinha pelo leite em pó, que ainda não teve alta.
Confira as maiores altas dos alimentos
A alta do peito de frango, conforme a pesquisa, foi ditada pela cotação do produto no mercado internacional. O Brasil, maior exportador mundial da carne, sinaliza os preços no mercado interno de acordo com a cotação do produto no mercado externo.
Movimento
O economista Paulo César Coimbra diz que esse tipo de movimento dos preços pode ser considerado normal, já que alguns produtos estão na safra e outros na entressafra.
“Essa sazonalidade que é típica dos produtos agrícolas provoca essa variação abrupta dos preços. Os que ficam mais caros estão na entressafra, os mais baratos é porque estão em plena safra. O que me preocupa neste momento é que o inverno está se pronunciando vigoroso, caso isso realmente ocorra os preços dos alimentos, de uma forma geral, vão subir, já que a produção fica prejudicada”, explicou.
Feijão e arroz compensam cesta de altas
O custo da cesta básica em maio só não foi maior graças à queda nos preços do feijão preto (-7,6%) e do arroz (-6,9%), que têm grande peso na composição da cesta. A pesquisa da cesta básica da classe média capixaba foi realizada na última semana de maio em dez supermercados da Grande Vitória. O custo foi calculado para uma família de classe média (dois adultos e duas crianças) com poder aquisitivo entre três a dez salários mínimos.
Leite
A última crise do setor foi em 2007. O leite em pó, embora caro, não teve aumento acentuado no mês passado. A estabilidade pode ser atribuída aos estoques elevados. O leite é um produto que não tem substituto. A alta do leite pode gerar aumento em cadeia para os derivados e para outros alimentos que são preparados com o leite como doces e bolos
Carne de frango
O frango ficou um período de três a quatro anos com preço baixo. A cotação no mercado interno acompanha a evolução no mercado internacional
Carne de boi
O quilo da alcatra custa entre R$ 13,00 e R$ 15,00. O valor é alto, mas o preço está estabilizado
Outros alimentos
Além do leite, outros alimentos acumulam alta excessiva no ano. É o caso da cenoura (93%) e da batata inglesa (68%)





















