Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx

Comunicado Conjunto

ABCS, Abipecs, Sindrações e UBA alertam sobre alterações de preços das aves, ovos e suínos em função da escassez do milho.

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Redação (29/11/2007)- As entidades representativas da cadeia produtiva de aves, ovos e suínos alertam as autoridades e os consumidores em geral das significativas e graves alterações que os preços desses produtos sofrerão em função da inédita crise de oferta por que passa o mercado de milho. E mais graves e permanentes serão essas conseqüências caso persistam as normas que impedem as importações de milho.

O Brasil ocupa posição de liderança mundial na tecnologia e na qualidade e de produção de carnes de aves e suínos, o que se reflete na nossa posição no mercado mundial. O consumidor brasileiro há anos se beneficia dos progressos constantes do setor tendo a sua disposição uma variada gama de produtos a preços accessíveis e nosso consumo per capita vem crescendo continuamente ao longo dos anos. Tanto que um de nossos produtos – o frango -chegou a ser apontado como “âncora” da estabilização monetária brasileira.

Lamentavelmente, o quadro de mercado de nossos insumos, o milho em especial, inverteu a tradicional vantagem comparativa do Brasil na produção dessas proteínas animais. Hoje, o milho brasileiro tem seu preço cotado ao dobro do que paga o produtor norte-americano, nosso principal concorrente internacional. E o consumidor brasileiro, por conseguinte, arcará com preços consideravelmente mais altos.

É responsabilidade de nossas entidades, também, anteciparem publicamente que a perda de competitividade externa das carnes de aves e suínos ameaça seriamente suas cadeias que, em conjunto, são responsáveis por mais de 4,0 milhões de postos de trabalho. A reconquista de mercados tão arduamente conquistados será extremamente custosa e demorada, com elevados custos sociais e perdas de divisas.

Essa situação, que ainda pode ser revertida, decorre principalmente impossibilidade de o Brasil importar livremente milho para rações animais ao mesmo em tempo que já exportou, nesse ano de 2007, mais de 9,0 milhões de toneladas. Há séria possibilidade que, mesmo a preços excepcionalmente altos, não haja estoques de milho brasileiro para abastecer a produção nacional de aves, ovos e suínos até o início da próxima safra agrícola em março vindouro.

Nossas entidades enfatizam a necessidade do governo brasileiro se posicionar rápida e objetivamente sobre nosso pleito de importar imediatamente 2,0 milhões de toneladas de milho. E reivindicamos, também, a regularização definitiva da política brasileira de milho.

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