As indústrias de ração animal encerraram o primeiro semestre do ano com um crescimento em volume acima do esperado e prevêem para o ano o melhor resultado de sua história.
Setor de ração projeta receita recorde no ano
Redação (17/08/07) – Projeção feita pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) projeta para o ano receita de US$ 10,5 bilhões, ante US$ 9,3 bilhões registrados no ano passado. O crescimento, conforme a entidade, ocorrerá graças ao aumento da demanda pelos setores de pecuária bovina e avicultura.
"Em reais, o crescimento vai ser próximo de 3,5%. Em dólar o aumento será de 10% a 15%, dependendo de como ficará o câmbio neste semestre. Mas certamente ultrapassará US$ 10 bilhões", analisou Gabriel Jorge Neto, segundo vice-presidente do Sindirações. Em volume, a entidade estima um crescimento de 7,4% na produção, para 51,9 milhões de toneladas – outro recorde. A previsão inicial era de um aumento de 6,5%.
No primeiro semestre, a produção brasileira de rações totalizou 25,16 milhões de toneladas, volume 7,46% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2006. De acordo com Gabriel Jorge Neto, o resultado foi favorecido especialmente pelo reaquecimento da bovinocultura. As vendas para este segmento registraram um salto de 19%, para 2,6 milhões de toneladas, muito por conta do aumento do confinamento de gado, sobretudo nas regiões onde há expansão do plantio de cana-de-açúcar.
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Ele também observou que houve aumento de 8,3% nas vendas para o setor de aves, chegando a um total de 14,44 milhões de toneladas. "O setor avícola teve um primeiro semestre ruim em 2006 por conta dos problemas com a gripe aviária na Europa e houve uma recuperação agora. Isso explica o crescimento", observou. Conforme Jorge, também houve elevação nos preços das rações para aves e suínos, que utilizam como principal matéria-prima o milho.
Para o segundo semestre, o Sindirações estima que todo o setor apresentará uma expansão nas vendas de 7,3% (comparado ao mesmo período do ano passado), para 26,78 milhões de toneladas de produtos. Jorge acredita, no entanto, que a crise no setor imobiliário americano, que tem afetado o mercado financeiro, não trará reflexos imediatos às indústrias de rações. "Os setores pecuário e avícola já fecharam a maioria dos contratos de exportação até o fim do ano. Se houver recessão econômica mundial, o efeito nas exportações de carnes deve ser mais efetivo no começo de 2008", avaliou.





















