Os suinocultores catarinenses esperam apoio do Ministério da Agricultura.
Só apoio de Brasília salva o setor
Redação (21/06/06) – Os suinocultores catarinenses esperam apoio do Ministério da Agricultura para que o Estado conquiste o status de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação, na Organização Internacional de Epizootias.
A solicitação, feita pelo presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, permitiria ao setor buscar novos mercados consumidores.
Enquanto isso não ocorre, o presidente da Faesc não descarta a redução de plantéis.
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Na avaliação do presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, Santa Catarina não pode continuar pagando pelo aumento exagerado da produção em outras unidades da federação.
Manejo técnico tem que ser valorizado
Souza disse que Santa Catarina tem um trabalho de manejo, genética e inspeção sanitária que precisa ser valorizado. Para a ACCS, o prejuízo mensal do setor com o embargo feito pelos russos está na casa dos R$ 50 milhões.
A entidade solicitou ao governo a compra de parte do excedente de produção para utilização na alimentação dos militares, escolas e programas sociais.
Wolmir de Souza também apóia uma campanha de consumo de carne suína, com redução dos impostos e apoio das agroindústrias e supermercados, como já acontece em Santa Catarina. O movimento contribuirá para aumentar o consumo no mercado interno.





















