Os embarques de carne suína aumentaram de maio para junho, contrariando as expectativas de agentes do setor, que acreditavam em recuo das exportações devido à suspensão das compras da Rússia e da Ucrânia já nesse mês.
Comentário Cepea – Análise do Mercado de suínos
Os embarques de carne suína aumentaram de maio para junho, contrariando as expectativas de agentes do setor, que acreditavam em recuo das exportações devido à suspensão das compras da Rússia e da Ucrânia já nesse mês. Segundo pesquisadores do Cepea, se antes da divulgação desses resultados, a suspeita era de que a queda dos preços da carne no mercado doméstico decorria da frustração dos embarques, agora, a constatação é que o volume de animais abatidos foi muito elevado. As quedas sucessivas do preço ao produtor combinadas com os custos relativamente altos de produção ajudariam a entender a oferta relativamente concentrada de animais para abate – o que pode, por outro lado, reduzir a disponibilidade nos meses seguintes.
A partir dos dados da Secex, constata-se que mesmo com o aumento dos embarques e considerando-se que o consumidor brasileiro teria aumentado o consumo devido aos preços mais baixos dessa carne, justamente no inverno, a oferta interna excedeu o consumo até meados de junho. Conforme levantamentos do Cepea, somente a partir de 20 de junho os preços da carcaça suína pararam de cair no atacado, ou seja, deram sinal de que a oferta passava a se ajustar à demanda.
Uma boa notícia é a retomada das exportações brasileiras para a África do Sul. O embargo vinha desde 2005, quando ocorreram focos de febre aftosa bovina no Brasil. A reabertura, portanto, veio num momento de fundamental necessidade de diversificação dos parceiros comerciais do Brasil neste setor.
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No mercado interno, julho inicia com uma melhora dos preços dos suíno vivo na maioria dos estados. Entre 30 de junho e 7 de julho, o Indicador de São Paulo foi o que mais valorizou, 6,3%, passando para a média de R$ 2,19/kg na última quinta-feira. O Indicadores do Paraná fechou na quinta a R$ 1,92/kg e o de Santa Catarina a R$ 1,85/kg, aumentos de 4,3% e 0,5%, respectivamente.
Em Minas, o Indicador permaneceu praticamente estável a R$ 2,33/kg na quinta, recuando ligeiros 0,3%. Já no Rio Grande do Sul, as quedas nos preços ainda prevaleceram no início do mês, com recuo de 2,1% a R$ 1,85/kg.
No mesmo período, a carcaça comum suína apresentou aumento significativo nos preços, de 7,7%, com o quilo passando para a média de R$ 3,37 na quinta.
| Indicadores de Preços do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ | Carcaça Comum | ||||
| SP | MG | PR | SC | RS | SP |
30/jun | 2,06 | 2,34 | 1,84 | 1,84 | 1,89 | 3,13 |
07/jul | 2,19 | 2,33 | 1,92 | 1,85 | 1,85 | 3,37 |
Var. Semanal | 6,3% | -0,4% | 4,3% | 0,5% | -2,1% | 7,7% |
Preço recebido pelo produtor (R$/Kg) sem ICMS
Fonte: CEPEA/ESALQ
Para maiores informações entre no site www.cepea.esalq.usp.br/suino





















