Avicultura na Ásia enfrenta novos surtos de influenza aviária com impactos no setor e em humanos

A temporada atual de influenza aviária altamente patogênica (HPAI) trouxe desafios crescentes para o setor avícola em países asiáticos como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia. Além de surtos em rebanhos comerciais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou novos casos de infecção humana por vírus de origem aviária na região.
Situação no Japão e Coreia do Sul
No Japão, desde a primeira detecção do vírus H5N1 em outubro, foram confirmados 13 surtos, afetando mais de 1,2 milhão de aves. Casos recentes incluem granjas em Saitama, Miyazaki e Ehime, com impactos em patos de corte e grandes bandos de galinhas poedeiras.
A Coreia do Sul, por sua vez, registrou 12 surtos desde o final de outubro, com destaque para fazendas nas províncias de Jeolla do Norte, Gyeongsang do Norte e Chungcheong do Sul. As autoridades locais alertaram para o aumento do risco com a chegada de aves migratórias, que podem transmitir o vírus às populações domésticas e selvagens.
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Avanço da HPAI em outros países asiáticos
Na Turquia, a presença do vírus H5N1 foi detectada pela primeira vez nesta temporada no final de outubro. Desde então, seis surtos foram relatados, impactando diretamente cerca de 11 milhões de aves comerciais, principalmente nas províncias de Afyon e Konya.
Taiwan também registrou mais um surto de HPAI, elevando o total desde junho de 2024 para oito. Além disso, casos em aves selvagens foram confirmados em Taiwan e na Região Administrativa Especial de Hong Kong.
Na Nova Zelândia, o primeiro surto de HPAI H7N6 foi identificado em uma granja avícola em East Otago, na Ilha Sul, onde 194.500 aves foram abatidas para contenção do vírus.
Casos humanos relacionados à influenza aviária
A OMS relatou três novos casos de infecção humana pelo vírus da influenza aviária na Ásia. Na China, duas crianças apresentaram sintomas leves após contato com aves infectadas em Guizhou e Guangxi. Desde 2015, foram registrados 113 casos dessa variante no país.
No Vietnã, um jovem de 18 anos foi hospitalizado após contrair o vírus H5 em contato com aves doentes. Este foi o primeiro caso confirmado sem a designação do subtipo N.
Perspectivas e medidas de controle
A disseminação contínua do HPAI em granjas comerciais e aves selvagens reforça a necessidade de monitoramento rigoroso, biossegurança e notificação transparente às autoridades internacionais. Os surtos têm implicações significativas para o comércio avícola, saúde pública e segurança alimentar na região.
O controle da influenza aviária segue como prioridade para evitar impactos econômicos e sanitários ainda mais graves.
Referência: WATTagnet





















