PEIXE BR afirma que piscicultura brasileira é impactada por restrições ligadas a antimicrobianos, apesar de não ter relação com as não conformidades
Associação de Piscicultura alerta para impactos de decisão da União Europeia sobre exportações brasileiras

A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) manifestou nesta quarta-feira (13), preocupação com a decisão da União Europeia de suspender as importações de proteína animal do Brasil em razão de questões relacionadas ao controle de antimicrobianos. Segundo a entidade, a medida volta a atingir diretamente a piscicultura nacional, mesmo sem qualquer vínculo do setor com as irregularidades apontadas.
A atualização da UE foi divulgada na última terça-feira (12), após a revisão da lista de países considerados em conformidade com as regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A decisão reacende um cenário já enfrentado pelo pescado brasileiro desde 2018, quando restrições impostas ao mercado europeu tiveram origem em problemas identificados na pesca extrativa. Na ocasião, a aquicultura acabou incluída na suspensão, embora não estivesse relacionada às falhas apontadas.
No início deste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério da Pesca e Aquicultura haviam indicado a possibilidade de uma missão da União Europeia ao Brasil em junho, o que era visto pelo setor aquícola como uma oportunidade concreta para a retomada das exportações ao bloco. Com a nova decisão, no entanto, essa expectativa volta a ser comprometida, novamente por fatores externos à atividade.
Leia também no Agrimídia:
- •Tecnologia da Embrapa reduz custo de ração na produção de tilápias e aumenta eficiência no Tocantins
- •Setor de piscicultura registra crescimento de 5,2% na geração de empregos
- •Produção de tilápia avança no Brasil e consolida liderança do Paraná
- •Minas Gerais suspende benefício fiscal para tilápia importada e reforça proteção à produção local
Em nota, a PEIXE BR destacou que a piscicultura brasileira continua sendo penalizada por problemas que não pertencem ao setor e defendeu a atuação do governo federal para reverter a situação. A entidade cobrou do Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Relações Internacionais, medidas para recuperar o acesso a um mercado considerado estratégico para as proteínas animais brasileiras.
A associação também avalia que a decisão europeia, anunciada logo após avanços nas negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, reforça um ambiente global de maior proteção de mercados, em que barreiras sanitárias e regulatórias passam a ser utilizadas como instrumentos comerciais.
Apesar do cenário adverso, o setor destaca que a piscicultura brasileira mantém elevados padrões produtivos, sanitários e de rastreabilidade, e segue comprometida com o fortalecimento das relações comerciais internacionais e com a ampliação de mercados para o pescado nacional.























